As palavras do Ministro Marcelo Castro (saúde) foram que o Brasil está perdendo a guerra contra o mosquito Aedes aegypt. Ele participou do congresso "Dengue, chikungunya e zika no Piauí", que acontece no dia 22 de janeiro.

De acordo com o ministro, as pessoas precisam ter consciência de que são os preventores contra o mosquito e que é preciso que a sociedade se mobilize em combate ao aedes. Ele continuou, dizendo que a presença do mosquito entre a população já tem 30 anos e que ele sempre foi combatido, mas que agora a guerra contra o mosquito Aedes aegypt está sendo perdida. Para ele há uma epidemia instalada e a população precisa ajudar a combater o mosquito.

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O mosquito Aedes é perigoso e transmite a #Dengue, febre amarela, chikungunya e o zika. De acordo com informações do Ministério da Saúde neste, na última quarta-feira (20), as suspeitas envolvendo a microcefalia passaram de 3.530 para 3.893. As informações se referem ao período de 22 de outubro e 2016, quando iniciaram as suspeitas, até dia 16 de janeiro.

Em dezembro foram registradas 1,59 milhão de ocorrências de dengue no Brasil. O ministro falou que para vencer o mosquito e as anomalias que ele causa é por meio de vacinas. Mas até que ocorra a distribuição do antídoto para a população é preciso que se combatam os focos do mosquito.

De acordo com Marcelo, a vacina contra a dengue já existe, mas não para combater o zika. Ele informou que os laboratórios do Ceará estão conveniados com diversos países para produzir a vacina, mas que demorará muito para que ela seja elaborada.

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Enquanto não há os remédios para combater as doenças, a única fórmula é se prevenir contra o mosquito. Neste início de 2016 os agentes acharam focos do aedes em 7,48 milhões de casas, percentual de 3%.

A realização de testes para detectar e prevenir a dengue está sendo feita pela Fiocruz. O objetivo principal  é encontrar as soluções que levam o vírus a infeccionar as gestantes e o feto.

A Fiocruz está implantando um teste molecular e no prazo de 4 a 5 meses o teste sorológico estará disponível para verificar a doença, de acordo com Rodrigo Stabell (vice-presidente da Fiocruz).

Marcelo Castro mostrou aos presentes no seminário, o Plano Nacional para enfrentar o Aedes aegypt e a microcefalia. É um plano abrangente e que envolverá 19 órgãos federais e tem como base combater o mosquito, atender a população, desenvolver a tecnologia e as pesquisas. #Medicina