Algumas comunidades carentes de todo o Brasil são recheadas pelo serviço de TV por assinatura irregular, o chamado "gatonete". Usar tal serviço configura #Crime. Geralmente, essa "assinatura" informal é controlada por milicianos os bandidos. Um morador de uma favela do Rio de Janeiro teria sido assassinado com um tiro na cabeça por deixar que um técnico instalasse em sua casa um medidor de audiência para a empresa alemão GfK. A companhia está no Brasil para disputar um espaço que era apenas do Ibope. A revelação foi feita pelo ex-presidente da empresa, Ricardo Monteiro, e exposta nesta segunda-feira, 18, pelo jornalista Ricardo Feltrin.

A revelação teria sido feita pela primeira vez em maio do ano passado, mas não ganhou repercussão na imprensa.

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O assassinato foi motivado pela instalação do chamado people meter, que consegue saber que canal o telespectador daquela residência está assistindo e até quantas pessoas estão assistindo aquele programa naquele momento. 

Alguns meses depois, a mesma história foi confirmada à uma jornalista. O assassinato teria acontecido na comunidade de Antares, uma das mais violentas do estado do Rio de Janeiro. Depois de fazer a revelação, Ricardo Monteiro foi demitido da empresa alemã, que nega que qualquer de seus técnicos tenha presenciado um crime como isso. A GfK se diz ciente dos problemas de segurança em todo o mundo e diz tomar todas as providências possíveis em prol da segurança de seus colaboradores, evitando áreas particularmente conhecidas por serem mais violentas. 

O que teria motivado o crime, segundo Monteiro, foi o receio de criminosos da região em perderem o mercado de "gatonete".

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Por isso, proibiram do morador a instalação do aparelho de medição e para que não houvesse insistência, deixaram isso bem claro para o técnico que foi instalar o medidor no local, dando um tiro na cabeça do morador na sua frente. Não se sabe se por isso e/ou por outros motivos, os primeiros resultados da empresa alemã estão atrasados e muita gente já acredita que o projeto não vai a frente. #Justiça