Uma cena lamentável foi registrada no Brasil: um homem amarrou um cachorro pelas patas no para-choque de um veículo celta branco, recusando-se a parar quando foi avisado por outro motorista sobre o cãozinho preso.

O motorista que fez a filmagem pediu para que o motorista do celta parasse o carro para soltar o cachorro que estava sendo arrastado pelas patas traseiras, mas o homem ficou irritado e não atendeu, momento em que pegou o celular no bolso e filmou a situação, sendo possível ver a placa do criminoso e a ação desumana e cruel com o cão.

O autor das imagens também disse que o criminoso virou em uma estrada de terra pouco depois de terminar de filmá-lo.

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O DECAT - Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e da Proteção ao Turista, informou que identificou o motorista e lhe multou administrativamente em R$5.500. O homem confessou o #Crime e disse que amarrou o cachorro no carro para enterrá-lo, pois o mesmo havia sido atropelado. O corpo do cão foi encontrado no Anel Rodoviário, próximo à saída para SP. O homem pode recorrer à multa de R$500 se provar que o cachorro estava morto quando foi amarrado no veículo. Os R$5 mil restante não tem como recorrer.

Veja o vídeo:

A Lei 9.6005/98, em seu artigo 32, também dispõe que quem praticar maus tratos contra #Animais pegue de 3 meses à 1 ano de detenção, mais multa. Entretanto, muito magistrado prefere aplicar somente a multa, uma vez que o sistema carcerário está falido e não há vagas. Da mesma maneira, muitos criminosos desse tipo pagam a multa e prestam serviços comunitários. 

Esse é um dos motivos que movem alguns políticos que trabalham exclusivamente pela causa animal.

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Em São Paulo, existe um deputado do PEN-SP chamado Feliciano Filho que já criou várias leis de proteção animal que valem apenas para o estado, mas que, por exemplo, baniram as temidas carrocinhas e o abate de animais sadios. 

Descaso

Sabe-se que no Brasil não há prisão por dívida, logo, se um meliante que pratica esse tipo de crime não pagar a multa, fica com uma divida ativa em seu nome, mas não será recluso. Tal mordomia frente ao atual e defasado código penal, que vigora desde a Era Vargas e de algumas leis, que variam de um estado para o outro, faz com que autores de crime de maus tratos sintam-se à vontade para fazer 'novas vítimas'.

Muitos protetores expressaram na internet que talvez a solução para crimes desse tipo seja que a população indignada comece a fazer tribunais de exceção para solucionar os problemas, de forma que os legisladores se sintam obrigados à tornar mais rígidas as leis de crimes ambientais, que incluem os maus tratos contra animais.

Dessa forma, o caso de Campo Grande serviu para reascender a discussão de que o Brasil precisa de novas e eficientes normas para o combate aos maus tratos contra animais e punição dos que o fizerem.

E você, qual sua opinião sobre o caso? Deixe seu comentário. #Casos de polícia