O número de queimadas cresceu 27,5% no Brasil em 2015. A informação foi divulgada no início desta semana pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Segundo a entidade, os principais motivos que podem ser apontados como causadores deste aumento foram: a longa estiagem (proporcionada devido ao clima seco, que predominou no país no ano passado), a deficiência na fiscalização (que deveria ser feita de maneira mais rígida pelo IBAMA) e a conjuntura em crise da economia brasileira.

De acordo com os dados constatados pelo INPE, o número absoluto de focos de incêndios em florestas no Brasil no ano passado atingiu a marca de 235.629.

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Ainda de acordo com as informações do Instituto, este número é o maior registrado nos últimos cinco anos em território brasileiro, e chegou muito próximo do recorde histórico de 249.291 ocorrências de queimadas no país, que foram evidenciadas e registradas pelo órgão no ano de 2010.

Dentre os estados brasileiros onde mais foram registrados focos de incêndios florestais pelo INPE, em 2015, estão: Pará (na região Norte), com 44.794 ocorrências registradas, Mato Grosso (na região Centro-Oeste), com 32.984 ocorrências registradas, e Maranhão (na região Nordeste), com 30.066 ocorrências registradas pelo Instituto.

A Bahia também passou a figurar entre os estados que obtiveram crescimento no número de queimadas no ano passado (foram 18.373 no total), sobretudo, após o caso registrado recentemente (de outubro a dezembro), na região da Chapada Diamantina, centro do estado, onde um #Incêndio florestal, de grandes proporções, ocorreu e destruiu pouco mais de 50 mil hectares de mata.

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“O clima seco contribuiu, mas faltou fiscalização”, diz ambientalista

Em casos de focos de incêndios florestais, quase sempre existe uma combinação, nem sempre equilibrada, de causas naturais aliadas às consequências da ação humana. No caso do aumento do número de queimadas no Brasil em 2015, registrado pelo INPE, não foi diferente, porém, para a ambientalista Melissa Andrade, não dá para desassociar esta catástrofe ambiental da ação, cada vez mais devastadora, do homem.

“Sabemos que existem sim causas naturais, mas isso pode ser controlado, ou amenizado, desde que se tenha planejamento e responsabilidade com o uso do solo. O clima seco contribuiu, mas faltou fiscalização. É muito cômodo colocar a culpa na #Natureza, como se ela fosse uma espécie de combustão natural, o que não é verdade. O que a natureza fez foi propagar o fogo gerado da ação humana”, explica Melissa.

“Em uma época de grave crise econômica, que se arrastou no país durante todo o ano passado, houve o aumento do número de queimadas para se criar mais pastos para a pecuária, principalmente, devido ao aumento do preço da carne.

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Isso deveria ter sido fiscalizado com maior rigidez, o que não foi feito. Por isso ocorreu esse aumento discriminado. A longa estiagem apenas ajudou a piorar o que já estava sendo estragado. O homem é, sem dúvidas, o maior vilão desta triste história”, garante a ambientalista. #Crime