A Justiça determinou que a presidente Dilma Rousseff vai ter que depor na Operação Zelotes e ela tem no máximo até o dia 5 de fevereiro para se pronunciar.

Dilma terá que dizer tudo que sabe sobre o esquema envolvendo a venda de medidas provisórias.

O juiz Valisney de Souza Oliveira também intimou diversas outras autoridades, inclusive o ministro Aloizio Mercadante, o senador Walter Pinheiro do PT, o senador Humberto Costa do PT e também o deputado José Carlos Aleluia.

Só que, ocupando o cargo de presidente do Brasil, Dilma poderá dar seu testemunho pessoalmente, ou se preferir, poderá ser por escrito, certamente ela optará pela segunda opção.

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Se Dilma quiser, ela pode simplesmente enviar um documento informando que não tem nada a declarar sobre o esquema de vendas de medidas provisórias e assim o depoimento dela já estará dado.

Cristovam Buarque, senador do PDT, fez esta escolha e somente enviou um comunicado informando que não tinha nada a declarar no caso de Robert Rittscher, presidente da Mitsubishi aqui no Brasil.

Quem solicitou o depoimento de #Dilma Rousseff neste caso foi o advogado de defesa do lobista Alexandre Paes dos Santos. O envio de seu testemunho por escrito é um direito garantido a quem ocupa o cargo de presidente da república.

Apesar de ter até o dia 5 de fevereiro para se pronunciar, Dilma poderá desrespeitar esta data limite, uma vez que não há nenhum tipo de penalidade para quem descumpre o prazo. O magistrado deseja dar maior agilidade à ação penal, mas se a presidente quiser deixar para enviar seu depoimento em março, por exemplo, nada poderá ser feito.

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Nesta terça-feira (26) foram retomado os depoimentos das testemunhas envolvidas no processo, mas por causa de depoimentos técnicos a sessão teve dificuldade no andamento. É que a gravação não estava sendo devidamente realizada e por isso houve um atraso de quase duas horas.

Dilma, que viajou para o Equador, não disse quando irá enviar seu depoimento, já que ela talvez opte pelo depoimento escrito, que desgasta menos sua imagem. #Crise #Corrupção