Sempre ouvimos falar que no Paraguai encontramos produtos oriundos de várias partes do mundo, e que de lá vem à maior parte do contrabando que encontramos com os camelos nas ruas de comercio popular no Brasil.

Enganam-se quem pensa que o país vizinho é apenas isso, nos últimos anos com a estabilidade política que o país conquistou outros resultados também estão acontecendo. O crescimento econômico do Paraguai é de dar inveja nos demais países sul-americanos, e aos poucos vai deixando para trás a imagem de primo pobre.

Com essa realidade o país tem atraído empresas de várias partes do mundo, dentre essas empresas muitas são oriundas do Brasil.

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O custo Brasil está cada vez mais dificultando as empresas brasileiras de produzirem. Muitas buscaram na China a opção de produzir mais barato para ser mais competitiva. Mas a distância é um dificulta a logística e encarece os custos de frete.

Buscando uma alternativa ao Brasil e a China, a CNI está organizando missões de empresários brasileiros ao país vizinho o Paraguai. Lá os empresários encontram todo o apoio do governo para instalar suas empresas. Atualmente mais de 40 empresas de vários setores cruzaram a fronteira e instalaram unidades fabris.

Além da proximidade com o mercador brasileiro, outros fatores também são atraentes, para os empresários brasileiros, os salários mais baixos, energia elétrica mais barata. A questão tributária é muito atrativa, no Paraguai criou a Lei de Maquila, a lei isenta impostos de empresas estrangeiras na importação de maquinários e matéria-prima, a isenção se aplica para produtos fabricados e com destino exclusivo para a exportação.

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Apenas uma taxa de 1% sobre o valor exportado é o único tributo sobre os produtos que deixam o país. Isso é um “Oasis” para os empresários brasileiros que vêm a cada dia o custo Brasil tornar suas empresas menos competitivas.

Mas a lei fiscal não é o único atrativo que o Paraguai oferece. No país ás relação de trabalho são mais flexíveis com custos mão-de-obra menores, mesmo com o salário mínimo sendo maior que o brasileiro. Na lei trabalhista paraguaia não tem a obrigatoriedade de recolhimento de FGTS e nem contribuição sindical. Outro ponto que torna os custos de produção menores, é a lei que rege o direito do trabalhador á férias remuneradas, no Paraguai o trabalhador tem direito a 12 dias de férias após cinco anos trabalhados, 18 dias para até dez anos e 30 dias somente após dez anos trabalhados. A energia elétrica é 50% mais barata que no Brasil.

Uma das grandes empresas brasileiras fabricante de cama, mesa e banho já instalou uma unidade fabril no Paraguai, a unidade já está em funcionamento a 15 anos, e lá são produzidos lençóis e estampas.

Outra grande empresa brasileira que se rendeu aos encantos do lado de lá da fronteira, foi rede de varejo Riachuelo pertencente ao Grupo Gurarapes, em agosto de 2015 associou-se a Texcin, e passou a produzir parte de suas coleções feminina do outro lado da fronteira. #Negócios #Crise no Brasil