Ao menos 46 prefeituras decidiram, ou foram obrigadas, a abrir mão da maior festa popular do país. Até o momento se tem notícia de que várias cidades em todo o país vão ficar sem a folia tradicional.

A maioria alegando o esvaziamento dos cofres públicos pela crise e pela queda na arrecadação, outras por preferir direcionar os poucos recursos públicos para áreas de maior prioridade, como reparos à estragos por enchentes, compra de ambulâncias, pagamento de fornecedores, até campanhas de combate a #Dengue.

De norte a sul do país, passando pelo interior, a crise não poupou a alegria dos foliões. Somente no interior do sul de Minas, famoso pelos seus carnavais tradicionais, foram canceladas as festas em 12 cidades: Passos, Lavras, Varginha, Itajubá, Albertina, Guapé, Cássia, São Tomás de Aquino, São João Batista do Glória, Alpinópolis, Fortaleza de Minas, e Cana Verde.

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Festas que recebiam muitos foliões, principalmente de cidades grandes como a capital paulista e Belo Horizonte, além de cidades vizinhas e do norte do estado de São Paulo.

Até o momento, se tem notícia de que foram canceladas festividades em cerca de 25 cidades no Estado de São Paulo, incluindo algumas de grande porte, a exemplo de São Carlos, Araras, Campinas, Americana, Suzano, Araçatuba e Ribeirão Preto, que passa hoje por uma epidemia de dengue e teve que ter 'estado de emergência' decretado pela prefeita no final do ano, que priorizou os recursos financeiros disponíveis para o combate a dengue. Alegam o mesmo motivo as cidades de Nova Odessa e Capivari.

Ainda em São Paulo, não vai haver #Carnaval em Catanduva, Iperó, Cerquilho, Tatuí, Cesário Lange e Poá, devido aos prejuízos com as enchentes.

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Não só em respeito as vítimas e a falta de "clima" para festa, mas também priorizando o dinheiro público para as áreas de necessidades mais urgentes.

A maioria das outras cidades vão ter um carnaval mais "enxuto", e as festas mais prejudicadas foram as de carnaval popular, mais especificamente os festejos de rua, como trios elétricos, desfiles de escolas e blocos.

Outras cidades maiores tiveram cortes significantes nas verbas destinadas aos eventos. Em Belo Horizonte (MG), os cortes foram na casa de R$ 2 milhões. Cidades históricas como Diamantina e Ouro Preto tiveram cortes na quantidade e na qualidade das atrações, e já esperam queda de público para este ano, já que não terão desfiles de escolas de samba e os blocos tradicionais farão a festa com recursos próprios.

Em Macau, uma das maiores e mais tradicionais festas de carnaval do Rio Grande do Norte, os eventos foram totalmente cancelados. A prefeitura tomou a decisão seguindo a recomendação do Ministério Publico, devido a crise financeira e a seca que assola quase toda região, exemplo seguido pela Prefeitura de Mossoró, que também cancelou suas festas por falta de verbas.

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No estado do Tocantins, a administração decidiu não gastar no carnaval para pagar fornecedores e funcionários, evitando um gasto de cerca de R$ 250 mil, deixando evidente a crise pela qual passa a maioria das prefeituras, caso também da prefeitura de Rio Branco (AC), que reduziu drasticamente a verba do patrocínio para o carnaval popular, resumindo as festas para apenas 15 bairros de grande Rio Branco.

E em Itu, cidade conhecida popularmente por um lugar onde "tudo é grande", maior do que o normal, a prefeitura encolheu o carnaval, passando de quatro para apenas dois dias de folia. #Crise no Brasil