O Ministério Público de São Paulo se pronunciou nesta quarta-feira, 13, sobre uma transmissão ao vivo feita no ano passado pela TV Record. É o que informa o 'Jornal Agora São Paulo'. No dia 23 de junho de 2015, Marcelo Rezende mais uma vez comandava o 'Cidade Alerta', quando o programa policial começou a exibir uma perseguição policial. Segundo o MP, durante toda a transmissão o jornalista da Record tratava os ainda suspeitos como criminosos e pior, o dono do bordão "corta pra mim" teria pedido que os policiais atirassem nos homens, que sem ter para onde fugir acabaram encurralados. Um dos suspeitos acabou sendo morto. 

O órgão agora quer que o caso seja relembrado e que haja uma espécie de pedido de desculpas no ar.

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Caso contrário, o processo pode tomar proporções ainda maiores. Por se tratar de uma concessão pública, em última instância a Record pode até ser obrigada a tirar o 'Cidade Alerta' do ar. No passado, uma ação parecida aconteceu com Gugu, no SBT, quando ele exibiu uma falta entrevista com membros do PCC. 

Em nota, a TV Record decidiu se pronunciar sobre o caso. De acordo com a empresa de comunicação, por se tratar de uma transmissão ao vivo, não foi possível prever que de fato os policiais fossem realmente atirar nos homens que perseguia.

Entenda o caso

Em junho do ano passado, a TV Record e a TV Bandeirantes transmitiram ao vivo tiros dados por um policial militar à queima roupa em dois suspeitos. As imagens foram geradas a partir de helicópteros. Do alto, os cinegrafistas das duas empresas de televisão fizeram as imagens que choraram São Paulo. 

Antes de dar o primeiro tiro, o policial militar quase foi atingido por um capacete de um dos supostos bandidos, que depois de serem perseguidos em suas motos, ficaram encurralados no local.

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Mesmo depois que os homens já estavam completamente encurralados, o profissional de segurança deu outros disparos. Pelo menos quatro tiros são vistos nas imagens. 

Na época, a polícia de São paulo decidiu prender administrativamente seu servidor até que os fatos fossem investigados. #Justiça #Crime