A mineradora Samarco anunciou, nesta quinta-feira (7),  que fez uma negociação com sindicatos para a manutenção por mais 55 dias dos mais de 3 mil empregados da empresa. O primeiro prazo foi anunciado para o dia 1º de março, mas agora foi estendido para o dia 25 de abril.

A medida vai valer para os empregados nas unidades de Ubu no Espirito Santo e Mariana em Minas Gerais. A negociação também inclui a partir do dia 25, a suspensão temporária dos contratos de trabalho durante três meses. Todos os benefícios do acordo serão mantidos. 

Segundo a mineradora, os empregados vão estar afastados de seus trabalhos e terão participação em cursos de qualificação de mão-de-obra, que vão ser oferecidos pela Samarco.

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E ainda será oferecida uma ajuda compensatória mensal, que vai ser somada com a bolsa de qualificação profissional, garantindo o salário dos empregados. 

A suspensão temporária de trabalho é bastante usada no país, principalmente no setor automotivo. Garantindo o emprego e benefícios para o trabalhador, essa medida ainda permite que as empresas se preparem e se ajustem para as reduções de demandas, diminuição de produção e de custos. 

Lama de rejeitos

A lama da barragem rompida da mineradora Samarco pode ter chegado à Bahia, e inclusive ao arquipélago de Abrolhos, que, segundo o Ibama, é um dos principais santuários de flora e fauna marinha do Brasil. Algumas imagens com manchas no mar de Abrolhos, divulgadas pela Secretaria de Meio Ambiente da Bahia, mostraram que a lama de rejeitos pode ter chegado á costa baiana. O resultado do teste para saber se os resíduos são da barragem da Samarco devem sair nos próximos 10 dias. 

Praias interditadas

A prefeitura da cidade de Linhares no Espírito Santo interditou três praias da cidade: Degredo, Pontal do Ipiranga e as de Barra Seca.

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A administração da cidade espera que o vento leve a pluma de rejeitos para o sul, fazendo que as praias deixem de ser interditadas. A lama chegou a Linhares no fim de novembro do ano passado, dias após ter acontecido o rompimento da barragem na cidade de Mariana, em Minas Gerais. #Justiça