A mineradora Samarco não cumpriu a data para entregar o plano emergencial, caso as barragens que são de sua responsabilidade se rompam, na área central de Mariana.

A data seria dia 09/01 por ordem da justiça e houve o descumprimento com o prazo vencido neste 11/01 (segunda-feira). Esta não é a primeira vez que a mineradora descumpre a ordem judicial e o prazo, antes havia ocorrido na data de 32/12/15, na época a determinação da lei foi que se estabelecesse um novo prazo.

A justificativa da Samarco foi que o parecer realizado por uma empresa de consultoria, não tinha sido entregue na data acordada. A mineradora informou que a avaliação da empresa por ela estipulada deverá sair o mais breve possível. De acordo com a empresa ela deverá encaminhar o documento à justiça o mais rápido possível.

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Mauro Ellovitch (promotor do Meio Ambiente), disse que o não cumprimento do prazo é uma gravidade e os projetos são importantes para a segurança da população, caso ocorra uma tragédia.

De acordo com o promotor as barragens geram um perigo para as localidades e o relatório criaria uma meta de planejamento para o estado. Poderia traçar objetivos: o abastecimento de água, caso aconteça o mesmo incidente como em Bento Rodrigues e que gerou as drásticas consequências como a morte do Rio Doce.

A Samarco informou que a barragem de Germano está segura com o percentual de 1,51 (Selinha), -51% de elevação do grau de estabilidade, em torno de 1,0 e 1,97 na barragem principal. Em Santarém a segurança está em torno de 1,37%. A mineradora divulgou que está realizando contenções nas represas e que o prazo para terminar será no dia 15/02/16 (Germano e Santarém).

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Todas as medidas de prevenção e segurança são importantes para que se evite novas tragédias, o que colocaria em risco a população e o meio ambiente. A catástrofe em Mariana/MG poderia ter sido evitada se todos os procedimentos estivessem em dia. O meio ambiente sofreu destruições e a lama da barragem continua avançando no mar e atingindo outros meio ambientes e ecossistemas.

O prejuízo é incalculável e cabe ao governo cobrar atitudes e soluções da Samarco. #Natureza #Investigação Criminal