Em decisão de 14 de dezembro, publicada neste domingo (10), o Tribunal de #Justiça de São Paulo (TJSP) negou pedido de indenização por danos morais de Suzane von Richthofen contra o Estado. Ela alega que teria sido obrigada, em junho de 2009, no Centro de Ressocialização Feminino de Rio Claro, a aparecer para a jornalistas.

De acordo com o relator do recurso, desembargador Ricardo Feitosa, ‘não é possível que sua imagem tenha sofrido em virtude das fotografias e filmagens abalo maior do que aquele decorrente da gravíssima situação em que espontaneamente se envolveu’.

Há 13 anos cumprindo pena pela morte dos pais, Suzane afirma que foi ameaçada pela diretora da unidade prisional que se caso não aparecesse para a mídia, seria ‘atirada à multidão postada do lado de fora do presídio’.

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No último mês, a jovem condenada a 39 anos de prisão teve negado o pedido de saída temporária de Natal. O endereço de onde ela ela ficaria no indulto não é de familiares e nem de alguém que a tinha visitado na prisão.

A jovem voltou a causar revolta na população brasileira depois de entrevista ao apresentador Gugu, da Record. Ratinho, do SBT, lamentou o sensacionalismo usado na matéria.

RELEMBRE

O assassinato do pai Manfred, engenheiro, e da mãe Marísia, psicanalista, foram planejados por Suzane e cometidos por Daniel e Cristian Cravinhos de Paula e Silva. Ela e seu namorado, Daniel, na noite do #Crime, 30 de outubro de 2002, levaram o irmão dela Andreas, então com 15 anos, para uma lan house.

Com o sistema de alarmes e câmeras desligados, os irmãos, de luvas e com meias de nylon na cabeça, usaram bastões de ferro e madeira para golpear as vítimas enquanto dormiam.

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Os autores encenaram uma invasão na residência de classe média alta. Espalharam livros da biblioteca e levaram joias e dinheiro. Suzane e Daniel foram depois do crime para a suíte presidencial do Moto Colonial, onde gastaram R$ 380.

A ida ao motel era uma tentativa de álibi para o casal, que fez questão de levar a nota fiscal com saída às 2h56 da manhã antes de passar no cybercafé que Andreas estava.

Há quatro anos, Suzane teve negado o pedido - foi considerada ‘indigna’ pela Justiça - de receber metade da herança dos avaliada em R$ 11 milhões. #Casos de polícia