No final de abril de 2015, professores do Estado do Paraná foram às ruas protestar contra as mudanças na Previdência e foram recebidos com truculência pela Polícia Militar. De acordo com dados cedidos pela prefeitura de Curitiba, mais de 213 pessoas ficaram feridas no confronto do dia 29 daquele mês, em que policiais usaram bombas de efeito moral e balas de borracha. Oito meses depois dos tristes episódios, Paraná foi classificado com nota máxima pela revista Veja no quesito “segurança pública”.

Em novembro de 2015, o #Governo do Estado de São Paulo anunciou uma ampla reforma estrutural na educação pública que previa o fechamento de diversas escolas e o realojamento de uma série de alunos.

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Insatisfeitos, os jovens ocuparam as instituições de ensino e pressionaram o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) a voltar atrás na decisão de fechar as escolas. Mesmo assim, no mesmo ranking que apontou o Paraná como líder em segurança pública, a Veja deu a maior nota no quesito educação para São Paulo.

Os dados foram divulgados no dia 31 de dezembro de 2015 e, segundo a Veja, o chamado Ranking de Competitividade dos Estados (RCE) foi elaborado em uma parceria formada pelo Centro de Liderança Pública e consultoria Tendências e com a Economist Intelligence Unit (EIU), que compõe a edição do periódico inglês The Economist.

"O escopo principal desse ranking dos Estados é promover um salutar incômodo nos atores públicos, justamente para que não relaxem ou se acomodem, e busquem um crescimento nos seus indicadores", explicou Adriano Pitoli, que é membro do departamento de análise setorial da Tendências e coordenador do levantamento.

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Politicamente, PSDB sai como o grande vencedor

Se o ranking representasse um torneio de futebol, o PSDB estaria em festa comemorando o título e o vice-campeonato do ranking geral. Além de estabelecer a listagem para cada item específico, como educação, segurança pública, infraestrutura, etc, Veja também divulgou um levantamento geral, que coloca São Paulo, governado pelo tucano Geraldo Alckmin, na primeira coloração. Em segundo lugar, aparece o Paraná, dirigido por Beto Richa, igualmente do PSDB.

“No topo, aparece São Paulo. O estado destaca-se pela oferta e pela qualidade de serviços públicos e privados, sem contar a boa infraestrutura”, justifica a revista.

Tradicionalmente oposicionista aos governos de esquerda, sobretudo do Partido dos Trabalhadores (PT), Veja deixou transparecer em seu ranking, intencionalmente ou não, a sua aversão pelo partido de Dilma Rousseff e por consequência a preferência pelo PSDB. O primeiro estado comandado pelo PT a aparecer na lista é Minais Gerais, que atualmente é gerenciado por Fernando Pimentel.

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Minas aparece na quinta colocação, ao lado do Rio Grande do Sul, do peemedebista José Ivo Sartori, com 68 pontos.

Dentre os piores estados, o destaque negativo vai para o Acre, que atingiu somente 35 pontos no penúltimo lugar e para Alagoas, o pior estado entre os 27 brasileiros, que amarga a “lanterna” com 25 pontos. #Crise no Brasil