Uma atitude um tanto estranha tem ganhado destaque na internet. O médico veterinário Ricardo Fehr Camargo e sua esposa, que também é veterinária, decidiram oferecer atendimento gratuito aos #Animais de famílias carentes aos sábados, mas o Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo os proibiu de realizá-lo.

O deputado estadual do PSDB de São Paulo, Cauê Macris, protocolou uma 'convocação' ao presidente do Conselho de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo, Mario Eduardo Pulga, a fim de que este confira imediatas explicações sobre a proibição. O CRMV deixou claro que vai punir o médico por descumprir o Código de Ética da entidade.

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O deputado protocolou a convocação no dia 3 de fevereiro e aguarda um posicionamento o mais breve possível. O parlamentar também não descarta a hipótese de abrir uma investigação contra o CRMV para entender o ocorrido.

O Conselho prometeu providenciar um processo interno que pode até mesmo vir a tirar o direito do médico de exercer a profissão. O veterinário gravou um vídeo pedindo a ajuda dos internautas para compartilhar e divulgar ao máximo de pessoas o absurdo que estão fazendo. O médico também divulgou o vídeo do momento em que uma fiscal vai até a sua clínica o proibir de atender de graça.

O médico conta no vídeo que, segundo a fiscal e o Conselho, a ação social realizada pelo médico não é de utilidade pública, o que gerou grande repercussão, uma vez que 90% do país não possui atendimento veterinário gratuito e as ONGs nem sempre atendem, seja por falta de estrutura para isso ou pelo interesse econômico que fala mais alto na hora de ajudar.

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O vídeo publicado nas redes sociais superou a marca de 7 milhões de acessos.

Contradição

Embora a entidade afirme que os artigos 21 e 22 do código de ética proíba a prestação de serviço gratuito, exceto nos casos de utilidade pública, ensino e pesquisa, não fala nada que essa função deve ser realizada por ONGs ou entidades registradas para este fim.

Na internet, internautas levantaram a hipótese de que o médico estivesse sendo perseguido por motivos pessoais, uma vez que a fiscal alegou que compareceu a clínica após uma denúncia e muita gente não vê lógica em alguém denunciar um médico que está prestando serviço gratuito para as famílias que possuem animais de estimação, mas não possuem dinheiro para pagar um veterinário.

Segundo Ricardo, 95% dos animais atendidos nunca tinham ido ao veterinário. O médico conta ainda que todos os atendimentos precisavam de uma triagem, onde somente quem cumprisse o requisito de vulnerabilidade social que podia levar os animais para consulta.

Tal estranheza com o caso saiu do consultório de Ricardo, invadiu as redes sociais e chegou aos ouvidos do deputado Cauê Macris, logo, há mais pessoas indignadas com o fato do que compreensivas com a proibição.

Assista ao vídeo gravado pelo médico e divulgue essa situação para o máximo de pessoas.

O que você acha dessa situação? Deixe a sua opinião. #Cães #Justiça