O caso traumático aconteceu em Sobradinho, no Distrito Federal. O pai se viu obrigado a realizar o parto de sua filha porque, durante as horas em que a mulher ficou internada no quarto do hospital em trabalho de parto, nenhum médico ou enfermeiro apareceu para realizar o procedimento.

A mãe, Marysol, de 27 anos, afirmou à imprensa que chegou ao hospital às três horas da manhã com muita dor e que foi muito bem atendida pelo médico que a internou. No entanto, após a internação foi esquecida no quarto, pois acabou o plantão do médico e nenhum outro apareceu.

A família conta que diversas vezes tentaram chamar algum enfermeiro, mas nada adiantou porque afirmavam que a criança ainda demoraria muito para nascer.

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Marysol entrou em trabalho de parto perto das seis horas da manhã, o marido Wanderson, de 33 anos, pediu por socorro inúmeras vezes e chegou a brigar com alguns funcionários do local, mas foi ignorado no corredor do hospital.

O pai, sem saber o que fazer, precisou ajudar a mulher no trabalho de parto mesmo estando muito nervoso. Segundo ele, "a minha esposa fez tanta força que o colchão da maca saiu do lugar e quando a criança saiu quase caiu no chão". Apesar disso, o nascimento ocorreu bem. A criança, chamada Yasmim, já está em casa e passa bem apesar do seu nascimento tumultuado no último dia 18.

O casal está chateado com a humilhação que sofreram no hospital. Segundo Marysol, "foi um descaso enorme, pois em nenhum momento fui atendida ou medicada" e isso a deixou traumatizada. Ela não consegue comer e dormir.

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Os pais não pretendem entrar na justiça contra a Secretaria da Saúde ou o Hospital Regional de Sobradinho porque a pasta é "muito poderosa". Além disso, o que importa é que a criança e a mãe estão saudáveis e não sofreram nenhum trauma físico.

A Secretaria da Saúde e o Hospital Regional não quiseram se pronunciar sobre o caso.

Hospital de Sobradinho

Há dois anos, o Hospital Regional de Sobradinho se destacava por seu novo Bloco Materno-Infantil, que possibilitou mais 24 leitos obstétricos, o que resultou no total de 450 nascimentos em média por mês. O bloco é divido em dois pavimentos e oferece serviços ginecológicos e obstétricos, exames e leitos para gestantes hipertensas, além de atendimento 24 horas. #É Manchete! #sistema de saúde