Nesta terça-feira 23, a Polícia Civil de Minas Gerais pediu a prisão preventiva de Ricardo Vescovi, ex-diretor da Samarco e mais 6 executivos da mineradora, entre eles, o diretor geral Kléber Terra, pelas mortes provocadas devido ao rompimento da barragem Fundão, localizada na cidade de  Mariana (MG) em novembro de 2015. Os indiciados foram formalmente acusados pela polícia em homicídio qualificado por dolo eventual (quando há intenção de matar), inundação, corrupção e poluição de água potável.

Em decorrência da tragédia, a mineradora enfrenta uma lista de processos. Foi gerado ao #Governo do Estado de Minas Gerais o prejuízo de 1,2 bilhões de reais.

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Considerado pelo governo como o maior desastre ambiental do país, o rompimento da barragem causou a morte de 17 pessoas e duas ainda não foram localizadas, porém já são consideradas como óbito para a investigação. A tragédia também deixou centenas de desabrigados, além de  poluir o Rio Doce que deságua no mar.

Um dia após o desastre em Mariana, foi dado início ao inquérito, no dia 6 de novembro e durou três meses. Nele foi concluído que o acidente se deu por um colapso na estrutura da barragem devido a uma liquefação, a barragem chamada Fundão estava com excesso de água, o que provocou o acúmulo. Também foi detectado pela polícia equipamentos com defeito, o que contribuiu para o rompimento.

A TRAGÉDIA EM MARIANA

Distrito de Bento Rodrigues, em Mariana (MG), era o que ficava mais próximo da barragem rompida, tinha mais de 300 anos de história.

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Foi atingido por um tsunami de lama, coberto de resíduos de mineração em 5 de novembro de 2015. O rompimento de duas barragens da mineradora Samarco, provocou o impacto ambiental. O distrito foi arruinado em minutos, ocorria ali uma verdadeira tragédia humana. Centenas de pessoas foram desabrigadas e milhares foram afetadas pelo abastecimento de água potável, os rejeitos afetaram cidades na região leste de Minas Gerais até o  Espírito Santo.

Moradores do distrito, cerca de 180 famílias, ainda se encontram hospedados em hotéis de Mariana(MG). #Dilma Rousseff #Sistema prisional brasileiro