Três meses e meio depois do rompimento da barragem em Mariana (Minas Gerais), a polícia civil de Minas Gerais finalizou a primeira fase das investigações sobre o maior desastre ambiental da história do Brasil. 17 pessoas morreram e duas estão desaparecidas.

Foi feito o indiciamento de 7 pessoas pela policia civil, sendo 6 funcionários da empresa Samarco. Entre eles os diretores Ricardo Vescovi e Cléber Terra que atualmente estão afastados das funções. Também foi indiciado o engenheiro Samuel Paes Luores da empresa VogBr. Empresa responsável pelo laudo, que garantiu a estabilidade da barragem de fundão 4 meses antes do desastre. Todos os indiciados tiveram a prisão preventiva pedida pela polícia.

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O inquérito aponta que a principal causa do rompimento da barragem de fundão, foi um processo chamado liquefação provocado pelo acúmulo de água maior que o normal. De acordo com o inquérito, contribuíram para isso as falhas no monitoramento da barragem. Eram poucos equipamentos, sendo que alguns com defeito para fazer esse controle. Além de altas de alteamento, que serve para depositar mais rejeitos de minério na barragem.

O assoreamento em um dos diques, o que permitiu a infiltração de água de forma generalizada, e problemas no sistema de drenagem.

Os 7 indiciados vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, inundação e poluição de água potável. A policia informou que uma segunda fase do inquérito vai apurar os crimes ambientais, e o processo de licenciamento da barragem da Samarco.

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A  Policia Federal, que também investiga o caso, tem até o fim de março para entregar seu inquérito para a Justiça.

Nesta terça feira (23), a Sarmarco e suas controladoras Vale e Php foram citadas em uma ação aberta pelo Ministério Público do estado do Espírito Santo, na Justiça Federal. Os promotores pedem o bloqueio de R$ 2 bilhões de reais das empresas, para garantir o pagamento de indenizações para as pessoas que foram afetadas pelo rastro de lama e destruição, que foi deixado pelo minério. #Governo #Dilma Rousseff #Sistema prisional brasileiro