Nesta terça-feira (23), a Agência Nacional Americana (NASA) divulgou o avistamento da maior “bola de fogo” catalogada na Terra desde 2013, vista há mais de mil quilômetros da costa brasileira. A expressão é usada para se referir a meteoros que possuem um brilho incomum e, portanto, mais fáceis de serem avistados.

Não se sabe muito sobre o evento que até o momento parece ter sido notado somente pela NASA como parte de um projeto de mapeamento de asteroides - identificado como “Neo” - e que contém uma cadeia de satélites militares, anteriormente usado para testes nucleares.

Pela estimativa da agência, a explosão foi comparada a 13 mil toneladas de dinamite, força de explosão semelhante ao poder de destruição de uma bomba atômica.

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O quanto esse evento foi perigoso?

De acordo com a NASA, objetos espaciais que tenham menos de 100m de dimensão e formados primariamente de rochas tendem a se despedaçar em grandes altitudes ao adentrar na atmosfera da Terra. Dados obtidos pelos satélites americanos demonstram que a maior parte deles se fragmentam sem ao menos atingir o solo, o que esclareceria por que a maioria das vezes não os vemos.

O problema maior são os asteroides compostos por metal, que podem penetrar a atmosfera sem se despedaçar.

No entanto, a última vez em que um meteoro colidiu com a Terra causando danos significativos foi em 1908, no qual um asteroide ou cometa com um diâmetro entre 60m e 190m explodiu a mais ou menos 10 km de altura sobre a Sibéria, na Rússia, liberando um poder destrutivo mil vezes maior que o meteoro desse mês.

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Felizmente, o impacto aconteceu sobre uma região com poucos habitantes na época. Não há informação de vítimas, porém os cálculos dos cientistas estimam que uma área de 2.000 km quadrados e 80 milhões de árvores tenham sido devastadas pela energia destrutiva liberada, e que pessoas foram jogadas ao solo a 60 km do epicentro. O potencial de destruição, segundo os astrônomos, teria o poder de devastar Londres e seus subúrbios, ceifando milhões de vidas. #Opinião #Curiosidades