A proposta de padronização de uma idade mínima para se aposentar no Brasil ainda está em estágio de elaboração no Palácio do Planalto, entretanto, já gera muitas críticas e resistências, sobretudo, da parte dos trabalhadores envolvidos e que podem ser prejudicados, caso a reforma da previdência seja aprovada e executada.

A primeira classe de trabalhadores no país que já se manifestou contrária à proposta do Governo Federal foi a dos servidores públicos. Isso porque, muito provavelmente, estes trabalhadores terão a idade mínima para aposentadoria elevada. Atualmente, estes se aposentam no Brasil com 55 anos (mulheres) e 60 anos (homens).

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Caso a reforma seja aprovada, os servidores públicos serão igualados a quaisquer outros trabalhadores no país e terão que aceitar a idade mínima padrão para se aposentar (que deve ser elevada aos padrões mundiais, que hoje está, em média, entre 65 a 67 anos).

Para Mauro Cesar de Alencar, 53 anos, servidor público, a proposta do #Governo é injusta e desrespeita uma classe de trabalhadores que batalhou para ocupar o cargo que ocupa.

“Isso é um verdadeiro absurdo. O Governo está ‘metendo os pés pelas mãos’ definitivamente. Eles arruinaram com a economia do país e agora estão tentando tirar dinheiro do bolso do trabalhador para resolver um problema que não foi a gente que criou. Essa proposta de padronização da idade para se aposentar é injusta e desrespeita impiedosamente o servidor público, que estudou e batalhou para estar ali, ocupando o cargo que ocupa.

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Com todo respeito a todas as outras classes de trabalhadores, mas não concordo com isso. Espero que os nossos sindicatos reajam”, afirma Mauro. #Trabalho #Crise econômica