Com vídeo no YouTube estrelado pelo ator Wagner Moura, a Comissão Nacional para a Erradicação do #Trabalho Escravo e o Ministério Público do Trabalho lançaram a campanha #SomosLivres. O movimento visa conscientizar a população brasileira sobre a existência de trabalho em condições análogas à escravidão em nosso país, assim como fazer pressão nos deputados e senadores para que não aprovem as novas regras que tramitam no legislativo nacional, que ameaçam trazer graves retrocessos aos direitos dos trabalhadores - em especial aos dos mais precarizados - e no combate ao trabalho escravo.

Segundo pesquisa que norteou a campanha #SomosLivres, o desconhecimento sobre o que seria trabalho escravo nos dias atuais é grande.

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Há quem ache que pagar imposto ao #Governo seria trabalho escravo - nada mais absurdo, mas que parece lógico a muitos, bombardeados diariamente pela campanha anti-PT promovida pelas grande empresas de notícias. Publicamos aqui suas conclusões:

"Foi feito um importante trabalho de informar as pessoas sobre a existência desse problema, mas ainda é necessário avançar muito, em especial no que se refere aos mais jovens e aos mais velhos, pessoas de baixa renda e com menor grau de instrução. 

Confusão e imprecisão sobre o conceito de trabalho escravo (em especial condições degradantes e jornada exaustiva). Falta de consciência da gravidade e de que trata-se de algo muito mais profundo do que ter alguns direitos trabalhistas desrespeitados ou receber uma remuneração baixa.

Necessidade de reforçar a existência do trabalho escravo urbano, cuja relevância vem crescendo nos últimos anos.

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Nenhuma menção a esse problema entre os entrevistados. Acrescentamos ainda a curiosa idéia de que pagar imposto ao Estado seria uma forma de escravidão."

No site da campanha há a pesquisa completa, cartazes, e uma carta pronta para ser enviada aos senadores, pressionando-os para que não retrocedam em nossa legislação trabalhista. A mobilização de toda a população é de vital importância para a garantia de direitos adquiridos - ainda que não de todos respeitados, como atestam diversas autuações por trabalho análogo à escravidão. #Justiça