A Ordem dos Advogados do Brasil, a OAB, comunicou que na próxima segunda-feira, 28, fará uma nova solicitação de pedido de impedimento conta a presidente da república Dilma Rousseff. O anúncio veio logo após uma reunião que aconteceu dias antes, quando na sexta-feira, 19, os presidentes estaduais da entidade votaram pelo apoio do processo de #Impeachment contra a líder política do Brasil. De acordo com informações do G1 em matéria publicada na noite desta quarta-feira, 23, o novo processo falará de supostos crimes de responsabilidade cometidos por Dilma neste mandato. A presidente foi reeleita no final de 2014, assumindo novamente seu posto no dia primeiro de janeiro de 2015.

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Lá se vão quinze meses de muita pressão política pedindo a queda de Rousseff. 

Caso realmente o pedido seja apresentado na segunda-feira, ele se somará a outros onze, que estão aguardando a análise do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, do PMDB do Rio de Janeiro. Até o momento, Cunha só aceitou um dos pedidos de impedimento contra Dilma. É esse que tem seu início agora. Até o momento, já foram realizadas quatro sessões da Câmara. Rousseff tem agora as próximas seis sessões para apresentar sua defesa. O mais provável é que ela realize isso até a sexta-feira que vem. 

De acordo com especialistas, o processo deve ser concluído, com Dilma estando ou não no poder, até o fim de abril, desde que nenhuma decisão judicial atrapalhe o procedimento. O apoio na OAB foi praticamente unânime sobre o processo de impedimento.

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26 das 27 bancadas foram a favor da iniciativa. Apenas o presidente da OAB no Pará votou contra. No documento, a presidente é acusada de renúncia fiscal para a Federação Internacional do Futebol, a Fifa, permitindo que essa recebesse facilidades na Copa do Mundo de 2014. Além disso, a interferência (ainda não provada) da petista para tentar atrapalhar as investigações da Lava Jato também constam no papel, assim como as pedaladas fiscais. 

As delações do Senador Delcídio do Amaral também devem constar no relatório que será enviado para Eduardo Cunha na próxima semana. A presidente tem dito nos últimos dias que "jamais" renunciará. De acordo com informações do jornal O Globo, o Itamaraty chegou a enviar para suas embaixadas telegramas dizendo que um "golpe" poderia acontecer no país. Depois do envio, uma nova mensagem foi postada, pedindo que a anterior fosse completamente ignorada.  #Lula #Dilma Rousseff