Desde o final de 2015 (mais precisamente a partir de novembro), as chuvas estão mais freqüentes e intensas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Isso contribuiu para a elevação dos níveis de água nos reservatórios hídricos que abastecem importantes cidades. De acordo com o Operador Nacional do Sistema (ONS), algumas usinas hidrelétricas já abriram suas comportas por causa do volume armazenado.  A melhora é praticamente o dobro  (39%) do que foi medido em 2015 em igual período (17%); e a crise, embora mais distante, ainda paira como uma assombração.

Um exemplo na melhora dos índices é a usina de Furnas: sua represa subiu quatro metros em dois meses.

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Por sua vez, a usina de Marimbondo que tinha apenas 13% da capacidade, opera com mais de 80%.

O Rio Grande (divisa entre São Paulo e Minas Gerais) também sente a intensidade das chuvas: onde existia pedra, a água tomou conta. O volume hídrico subiu na bacia do Rio Paranapanema, no qual seus três reservatórios – Capivara, Chavantes e Jurumirim  - obtiveram um nível total e estocado acima de 90%.

Já com relação aos reservatórios localizados na região Nordeste, a situação é mais complicada: eles permanecem com o nível mais baixo de todos os tempos. A previsão de que a chuva apareça por lá é só para o meio do ano, caso o inverno traga nuvens carregadas e ávidas para soltar água. Estados como Paraíba e Pernambuco não vêem cair gotas há meses.

Um dos responsáveis para aliviar essa estiagem nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste é o fenômeno “El Niño”, que está favorecendo os índices pluviométricos nessas áreas acima mencionadas.

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Se, por um lado, o “El Niño” ajuda, pelo outro, ele não colabora em nada com o Norte e o Nordeste, onde se registra praticamente escassez de chuvas. Um desequilíbrio notório na distribuição de ocorrências de chuva pelo território do Brasil. 

Turismo sente melhora

Geralmente, em dia de tempo com pancadas e nuvens negras no céu, não é uma boa sair de casa para realizar alguma atividade. No entanto, o turismo vem sentindo o quanto uma chuva pode alavancar bons resultados. “A procura está intensa; são quase cem pessoas por dia nesse período de férias”, afirma Mozart Alves, dono de um hotel em Capitólio (MG), próximo ao Lago de Furnas.

Ele estima um aumento de 40% na procura pelo seu hotel. Não só ele comemora, como as pousadas da região festejam a elevação do lago. 

Permaneça alerta quanto a sua conta

Mesmo com a redução do funcionamento das termelétricas anunciada no fim do mês passado e o acréscimo no volume das represas e reservatórios, prevalece o bom conselho: o consumidor deve seguir na economia de água e no seu uso racional.

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Porque não há nenhum aceno do Governo até o presente momento de que a conta de energia elétrica baixe. Melhor dizendo: a bandeira tarifária permanecerá  vermelha.

Na melhor das hipóteses, talvez haja alguma alteração a partir do mês de abril. Com a entrada do outono no fim de março, a tendência é de que as chuvas sejam menos freqüentes, pois o outono brasileiro é mais seco. Embora o quadro esteja mais positivo, não é possível abandonar a receita de que cada um de nós tem que fazer sua parte: economize, racionalize e torça para que venha mais água lá do céu. #Natureza #Crise no Brasil #Chuvas Torrenciais