Uma notícia ganhou grande destaque na mídia neste sábado, 19. Parceiro de negócios da presidente da república Dilma Rousseff, Evo Morales, presidente da Bolívia solicitou uma reunião de emergência da Unasul, União de Nações Sul Americana. O encontro acontecerá para que haja um defesa dos demais países da América do Sul à Dilma, que sofre grande pressão política e popular para deixar o governo, sendo alvo, inclusive, de um possível processo de #Impeachment, que já teve até o seu rito definido pelo Supremo Tribunal Federal, o STF. 

Em agosto do ano passado, Evo Morales chegou a fazer ameaças, caso o processo de impeachment realmente fosse instalado contra Dilma.

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De acordo com informações do 'Jornal da Tribuna', o presidente da Bolívia disse o seguinte sobre a possível queda de Rousseff: 'Se tiver golpe no Brasil vamos atacar com nossas forças armadas'. Evo explicou que não pode ser permitido nenhum tipo de golpe na América Latina e que o impeachment de Dilma, sem nenhuma prerrogativa jurídica só poderia ser visto dessa maneira. Morares disse também que é preciso defender isso com todas as forças, inclusive, as militares. A declaração foi dada em uma escola militar da Bolívia em um período que o golpe militar em seu país, que ocorreu em 1971, completava aniversário.

Sobre a reunião com a Unasul, o líder político da Bolívia manifestou a necessidade de defender a democracia do Brasil. Em uma declaração dada neste sábado, ele falou que é necessário proteger a presidente da república e também Luiz Inácio Lula da Silva.

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De acordo com o portal de notícias UOL, a declaração foi dada na cidade de El Alto, de onde Evo enviou uma carta para Tabaré Vásquez, presidente do Uruguai. Tabaré é o atual líder da reunião entre os países sul-americanos e é quem pode marcar uma nova reunião. 

Evo pediu ainda que outros líderes políticos se mobilizem para defender Dilma e Lula e que é preciso continuar a defender a democracia no continente. Na nova declaração, dada seis meses após a polêmica sobre o uso de força militar, Evo não falou em "guerra".  #Dilma Rousseff