Até às 23h15 Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff ainda estavam reunidos no Palácio da Alvorada em Brasília. O ex-presidente chegou à capital do Brasil à noite para um encontro de emergência, no qual a discussão não poderia ser outra, o clima político que se instalou no país, com a possibilidade da presidente da república sofrer um processo de #Impeachment e de #Lula ter a qualquer momento sua prisão preventiva decretada. De acordo com informações do jornalista Gerson Camarotti, Lula já avalia se pode ou não desistir de assumir o Ministério da Casa Civil.

O ex-presidente ainda não pode dizer que é Ministro, já que a posse do cargo foi cancelada pelo Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, o STF.

Publicidade
Publicidade

Caso assuma o Ministério da Casa Civil, Lula passa a ter foro privilegiado, portanto, só pode ser julgado pelo STF e não mais pelo juiz federal Sérgio Moro, que está a frente das investigações da Operação Lava Jato, que tenta encontrar os nomes envolvidos no esquema de corrupção na maior estatal brasileira, a Petrobrás. 

A divulgação das conversas entre Lula e Dilma aina impedem que ele consiga conversar com os aliados, já que muitos estão com medo de que novas conversas estejam sendo gravadas pela Polícia Federal. Ainda segundo Gerson Camarotti, o ex-presidente teria mostrado arrependimento em aceitar o cargo, já que ficou transparecendo que ele só voltaria para o governo para fugir de uma possível prisão. O futuro político dos dois líderes do Partido dos Trabalhadores, o PT, deve continuar a ser discutido durante mais horas e também nesta terça-feira, 21.

Publicidade

Todos os cenários devem ser analisados. 

De acordo com o jornalista Kennedy Alencar, o governo também está refazendo as contas para saber quantos votos realmente tem na Câmara dos Deputados. Para que Dilma fique em uma posição confortável, ela precisa de 200 votos a seu favor. O que aparentemente parece fácil, dá ares de se tornar complicado, já que muitos aliados tem mudado para o outro lado, especialmente depois das grandes manifestações no país.  #Dilma Rousseff