Não foi só no Brasil que a notícia do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumindo o Ministério da Casa Civil foi um dos assuntos mais comentados. Veículos de imprensa e comentaristas de todo o mundo repercutiram a informação. A CNN chegou a exibir ao vivo a informação na tarde desta quarta-feira, 16, dando créditos a Globo News. Um jornal americano chegou a lembrar de uma frase não muito legal pela qual nosso país é conhecida no exterior: "república das bananas". Em tom de chacota, o comentarista disse que agora tudo era possível. Por volta das 14h, o 'Jornal Hoje', da TV Globo, leu uma nota oficial do Palácio do Planalto dando um panorama oficial do governo sobre as mudanças.

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Lula passa a ter o principal Ministério do Governo depois que as investigações da Lava Jato e também do Ministério Público Paulista viraram todos seus holofotes para o ex-presidente. A segunda das investigações teve do MP um pedido de prisão preventiva solicitado, até então, quem julgaria se o pedido era ou não procedente era o juiz Sérgio Moro, o mesmo que mandou prender políticos e empresários durante investigações do desvio da corrupção da maior estatal brasileira, a Petrobrás.

Muitos veículos de comunicação destacaram o fato da possível prisão e chegaram a dizer que #Lula estava aceitando o cargo para não ir para trás das grades. o 'The Wall Street Journal' publicou que essa poderia ser a maior cartada e também a última do governo presidente Dilma Rousseff.  O jornal lembrou ainda que Dilma sofre com o rito de impeachment, que se tiver andamento, pode acabar tirando ela do poder. 

A pesquisadora Monica de Bolle do Instituto Peterson de Economia, localizado em Washington, nos Estados Unidos, deu uma longa entrevista ao 'Bloomberg Business' falando sobre os reflexos da notícia na economia do Brasil e do mundo.

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Ela também destacou que Dilma estava indo para o tudo ou nada e que agora ficaria difícil fazer qualquer previsão. 

O Daily Maill e a Associated Press lembraram as manifestações do último domingo, 13, que pediam a prisão de Lula e o impeachment de Dilma. As publicações destacaram que sete milhões de pessoas para às ruas protestando contra a atual gestão.  #É Manchete!