Tão logo a delação de Delcídio foi divulgada, as reações dos citados começaram a aparecer. Em nota, a presidenta Dilma Rousseff comunicou não ter gostado do teor das afirmações feitas pelo senador e que “repudia com veemência e indignação a tentativa de envolvimento de seu nome na iniciativa pessoal do ministro Aloizio Mercadante”.

Durante coletiva, o ministro da Educação confirmou a nota da presidenta, reafirmando que seu contato com o assessor do senador havia sido uma iniciativa própria, sem qualquer conhecimento da presidência. Além disso, Mercadante negou a tentativa de influenciar o senador a não depor em troca de benefícios e colocou-se à disposição das autoridades.

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Por fim, o ministro afirmou que buscou apenas prestar solidariedade ao amigo e que não insinuou influir junto ao presidente do STF, Ricardo Lewandowski, para beneficiar Delcídio.

Aécio Neves divulgou nota alegando que as informações apresentadas por Delcídio no depoimento são inverídicas, não se baseando em fatos concretos, mas, sim, em “ouvir dizer”. O senador tucano negou ter discutido com o delator sobre a CPMI dos Correios, assim como possuir fundação em paraíso fiscal e ser relacionado com o Banco Rural.

O Instituto Lula, por sua vez, limitou-se a afirmar que “não comenta falatórios” e aqueles que fizerem as acusações ao ex-presidente só merecem respostas mediante provas do que dizem. #Governo #Lava Jato #Corrupção