Um produto inusitado chama a atenção em meio a bottons, camisetas, bonés, mascotes e outros suvenires dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. À venda em lojas das Olimpíadas, o repelente oficial do evento chega ao mercado em plena guerra declarada contra o Aedes aegypti, mosquito transmissor do Zika vírus, dengue e chikungunya.

A informação é do site 'Máquina do Esporte', que encontrou o repelente na loja do aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Segundo o portal de marketing esportivo, o frasco custa R$ 35, ou R$ 75 pelo kit com protetor solar. As embalagens, que estampam as marcas oficiais dos jogos e o selo da campanha nacional contra o mosquito, são semelhantes às que aparecem no portfólio da indústria goiana Nutriex, disponível na internet.

Publicidade
Publicidade

Por enquanto, os dois produtos não estão disponíveis na loja virtual dos jogos, nem constam no catálogo de 8 mil produtos licenciados, atualizado em outubro do ano passado. O comitê organizador espera lucrar R$ 1 bilhão com licenciamento por meio de 70 empresas licenciadas e 40 mil pontos de venda.

Medidas tentam tranquilizar delegações

 

Mesmo após o Comitê Olímpico Internacional (COI) garantir que o evento estará seguro das doenças, a Austrália já havia anunciado parceria com uma empresa local para o fornecimento de repelentes à delegação do país que estará no Rio de Janeiro. Ao todo, 10,5 mil atletas de 206 países competem de 5 a 21 de agosto na primeira edição dos jogos na América do Sul.

Outra medida adotada para evitar o mosquito é a instalação de telas protetoras em áreas comuns das instalações olímpicas.

Publicidade

No entanto, o comitê organizador anunciou na última semana que irá cobrar das delegações de países que quiserem a proteção nos quartos dos competidores. 

O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) não só decidiu arcar com as telas nos alojamentos na Vila Olímpica como pretende aumentar o número de peças de manga comprida no kit recebido pelos atletas do Time Brasil. "Conversamos com o fornecedor de uniforme para aumentar uma ou duas camisas de manga comprida para que o atleta tenha mais opção de trocas durante os 30 dias em que vai estar no Rio", afirmou à Reuters o diretor-executivo do COB, Marcus Vinícius Freire.

  #Rio2016 #Zika Vírus