Em meio a maior crise enfrentada pelo seu governo, a presidente da república Dilma Rousseff começará a semana dando entrevistas para os principais veículos internacionais. A mídia brasileira deve ficar de fora dos depoimentos da líder política do país. A informação foi confirmada neste sábado, 19, pelo jornalista Kenney Alencar. De acordo com o profissional da mídia, Rousseff apelará nas conversas, dizendo que está sendo vítima de um golpe de estado. Ela já usou este tipo de argumento internamente, mas não funcionou. O objetivo é criar algum tipo de apoio de outros países. 

A visão agora do Partido dos Trabalhadores e da própria Dilma é que a única forma de conter o processo de #Impeachment é conseguir com que Luiz Inácio #Lula da Silva seja enfim efetivado como Ministro da Casa Civil.

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O PT vê em Lula maior capacidade de diálogo, mesmo passando pela maior rejeição da história. De acordo com o Datafolha, 57% dos brasileiros não quer ver Lula presidente de novo de jeito nenhum.

Além disso, Lula no Ministério teria foro privilegiado, sendo então investigado pelo Supremo Tribunal Federal, o STF, e não pelo juiz Sérgio Moro, que pode a qualquer momento conceder a prisão preventiva do ex-presidente por esse estar atrapalhando as investigações da Lava Jato e do apartamento Triplex no Guarujá, São Paulo. O pedido já foi feito pelo Ministério Público e aguarda análise. 

Além das entrevistas, Dilma se calca em seus aliados políticos da América do Sul, principalmente os de corrente claramente de esquerda. Nesta sexta-feira, 18, após as manifestações pró-governo, Evo Morales, presidente da Bolívia, pediu que uma reunião de urgência com a Unisul.

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No ano passado, ele chegou a dizer que se fosse necessário, forças armadas poderiam agir no Brasil para evitar que outro golpe militar acontecesse. 

As próximas duas semanas serão decisivas para Rousseff. Ela terá que dar explicações na Câmara dos deputados e correrá o risco do impeachment ser enfim instalado em seu governo. Vamos acompanhar.  #Dilma Rousseff