Nesta quarta-feira (2), os representantes dos poderes políticos Federal, juntamente com os representantes dos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo, assinaram um acordo com a mineradora Samarco com o objetivo da criação de um fundo de R$ 20 bilhões para a recuperação da Bacia do Rio Doce, a mais afetada pelo desastre. A expectativa é de que, entre 2016 e 2018, a mineradora aplique R$ 4,4 bilhões do fundo de recuperação do rio. A presidente Dilma Rousseff acompanhou o ato de assinatura do acordo no Palácio  do Planalto.

A Samarco é a responsável pela barragem de Fundão, que se rompeu no dia 5 de novembro de 2015 entre as cidades de Mariana e Ouro Preto, em Minas Gerais, cerca de 100 km da capital mineira, Belo Horizonte.

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O rompimento da barragem provocou uma onde de lama devastadora que destruiu distritos próximos. Bento Rodrigues foi o distrito mais atingido pela lama de rejeitos de minério.

A lama com os rejeitos de mineiro atravessou o Rio Doce e acabou chegando ao mar no Espírito Santo. Cidades situadas no percurso  do rio e banhadas por ele tiveram que cortar o abastecimento de água para a população pelo fato de ter sido encontrado uma grande quantidade de Mercúrio na água do rio.

O acordo assinado em Brasília já estava sendo negociado entre Samarco (cujo os controladores são a Vale e a anglo-australiana BHP) e os poderes políticos Federal e Estadual.

Um dos principais pontos em negociação estava a criação do fundo de R$ 20 bilhões para a mineradora Samarco investir na recuperação ao longo da bacia do Rio Doce nos próximos 15 anos, e também para a implantação de 39 projetos de programas socioambientais e socioeconômicos.

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Assinaram o acordo: a ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira, o governador de Minas Gerais Fernando Pimentel, o advogado geral da União Luis Adams, o advogado-geral de Minas Gerais Onofre Alves, o governador do Espírito Santo Paulo Harung, o procurador-geral do Espírito Santo Rodrigo Rabello, diretor-presidente da Samarco Roberto Nunes, o diretor-presidente da Vale Murilo Ferreira, o diretor comercial global da BHP Jim e Flávio Bocaiúvas diretor de projetos Brasil da BHP. #Governo #Dilma Rousseff #Crime