A presidente da república Dilma Rousseff fez um pronunciamento nesta terça-feira, 22, chamando de golpe a atitude de Eduardo Cunha em dar prosseguimento ao processo de #Impeachment na Câmara dos Deputados. Diretamente de Brasília, a líder política do país fez uma promessa: "jamais renunciarei". A fala polêmica, que atenta as milhões de pessoas que foram às ruas contra seu governo, foi dita depois que a petista recebeu o apoio de profissionais da justiça, que foram até o Palácio do Planalto. Dezenas de profissionais da justiça se reuniram com Dilma. Nesta mesma terça, 750 outros juízes e advogados assinaram uma petição de apoio às investigações promovidas pelo juiz Sérgio Moro.

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Dilma disse que agora não faria mais discursos por meias palavras, já que estaria sendo promovido um golpe de estado contra ela. Ela ainda chamou o processo de impeachment contra ela como um atentado a democracia e ilegal, mesmo estando previsto na constituição brasileira. Lembrando que o primeiro presidente eleito depois da ditadura, Fernando Collor, também sofreu um processo de impeachment. Ele, no entanto, renunciou ao mandato antes mesmo de que as investigações fossem concluídas. Na época, #Lula foi um dos apoiadores da queda de Collor. No governo de Fernando Henrique Cardoso, Lula também participou de manifestações pró-impeachment. 

Dilma foi ainda forte nas palavras, dizendo que não importa que arma é utilizada para se dar um golpe, citando um fuzil, no caso do golpe militar, ou o que chamou de vontade política de algumas pessoas que estariam com muita pressa de chegar ao poder.

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Ela ainda comparou o atual momento com a ditadura, quando se falava que não existia preso político, mas diversas pessoas estavam presas em todo o território nacional.

Novamente, foram chamadas apenas pessoas que apoiam Dilma para o pronunciamento. Elas receberam a presidente com os gritos de que não iria ter golpe. Ela ainda comparou seu atual momento com o de Brizola, quando em 1961 lançou a chamada 'Campanha pela Legalidade', que tentou evitar que barrassem a posse de João Goulart após a renúncia de Jânio Quadros.  #Dilma Rousseff