O Brasil vive um dia que deve ser lembrado por muitos anos. Nesta sexta-feira, 04, o ex-presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, foi levado para depor de forma coercitiva pela polícia federal, que quis saber dele informações sobre a chamada vigésima quarta etapa da operação #Lava Jato, que investiga o desvio de dinheiro da maior estatal do país, a Petrobrás, em um esquema de corrupção. Quem não se mostrou "simpática" com a nova fase da Lava Jato foi justamente a líder política do país, a presidente #Dilma Rousseff. Ela assinou uma nota enviada à imprensa em que se disse "inconformada" por achar desnecessária a condução de Lula para depôr.

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Mais detalhes sobre a nota de Dilma no dia 'D'

No texto, Dilma fala em primeira pessoa. Além do depoimento, imóveis ligados ao ex-presidente, como um apartamento, sítio em Atibaia e até o Instituto que leva o nome de Lula, foram objeto de perícia. O objetivo dos agentes federais era encontrar provas, que pudessem levar o nome do líder do Partido dos Trabalhadores, o PT, com o esquema de corrupção da Petrobrás. Após isso tudo, Rousseff mudou o tom, ao invés de dizer que nunca antes na história do país se investigou tanto, agora ela já fala em exagero.

Presidente fala em necessidade de seguir a lei

Apesar do tom de revolta, a presidente diz que continuará garantindo a autonomia da polícia federal, mas que quer respeito do órgão público a todas pessoas que estão sendo investigadas.

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Dilma escreve que é necessário seguir a Constituição e que só assim os órgão públicos conseguem exercer suas funções. Antes de escrever a nota, Dilma telefonou para o ex presidente. Na ligação, ela prestou toda solidariedade a Luiz Inácio Lula da Silva. No momento da conversa, o ex-presidente acabava de chegar à sede do Partido dos Trabalhadores, em São Paulo. 

Na nota, Rousseff fala que é necessário punir quem deve ser punido, mas que não podem existir julgamentos prévios e que isso aumentaria o que ela chamou de "intolerância". Para isso, segundo a presidente, é preciso que as medidas sejam proporcionais, evitando que os nomes da apuração da polícia federal sejam violados.  #Impeachment