Para o professor de história Luciano Guedes, as redes sociais possuem um papel ambíguo no atual contexto político e social: “É bastante positivo ter o controle da sua opinião e da sua informação na ponta dos dedos no smartphone e não esperar a notícia do 'Jornal Nacional', do 'Jornal da Band', etc. E mesmo se esperar determinada notícia ser veiculada, tem-se o conhecimento de que o que está sendo veiculado é verdadeiro ou não. Então, isso provoca também uma mudança bem expressiva na sociedade. Ao mesmo tempo, há o lado negativo, que é o auxílio à ideia da fofoca e que pouco contribui na ideia da informação”.

Ainda de acordo com o educador, a falta de informação e uma certa resistência à memória histórica provocam fenômenos como o visto em algumas manifestações contra o Governo, em que manifestantes demonstraram simpatia pelo retorno do militarismo: “Quando vemos um jovem pedindo o retorno do Governo Militar ou implantação de um regime militar, é importante que nós, não apenas como professores de história, mas cidadãos com um algum conhecimento, dizermos que o regime militar significou tortura e uma corrupção talvez maior do que em qualquer outro período.

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Então, é necessário informar a esse jovem que a volta de um regime militar não é a saída no momento. E, para aquele que já tem uma certa idade, também temos o papel de ficar relembrando”, afirma. #Internet