O ex-Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Eros Grau, manifestou uma opinião de grande repercussão na mídia neste sábado, 26. De acordo com Eros, quem chama o processo de #Impeachment de golpe e tenta subestimar a justiça pode ser chamado de "delinquente". Mesmo sem mencionar diretamente o nome de Dilma, fica claro que era da presidente da república que Eros estava falando. Afinal, ela passa nesse momento por um processo de impeachment, que pode tirá-la do poder. Rousseff convocou, recentemente, seis veículos internacionais para dizer que está sendo vítima de um golpe. A atitude da presidente, somada ao fato de tentar alçar Luiz Inácio #Lula da Silva como Ministro da Casa Civil não pegou nada bem internacionalmente, em especial porque a nomeação aconteceu dias depois do Ministério Público de São Paulo pedir a prisão preventiva de Lula.

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Por mais que Dilma e Lula neguem, a impressão que fica é que ele estava fugindo da prisão. 

De acordo com Eros Grau, quem não é criminoso, encara de forma digna qualquer investigação ou procedimento como é o caso do impeachment. Por ser uma chefe de estado, Dilma sabe muito bem que precisa prestar contas de seus atos. Cabe à ela apenas provar que não teve qualquer delito em sua gestão. Depois de chamar essa conduta de "delinquente", o ex-Ministro de disse a favor totalmente do julgamento da presidente Dilma, quebrando assim o silêncio em relação ao tema. Ele ainda disse diretamente que o discurso de Rousseff, chamando o impedimento de golpe, acabava agredindo em cheio à constituição brasileira. 

Dilma agora tem seis sessões para se defender do que é acusada na Câmara dos Deputados.

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Caso dois terços dos deputados votem a favor pelo impeachment, o caso segue para o Senado, onde é decidido enfim se ela deixa ou não o governo. A maioria dos analistas políticos dá que esse resultado deve sair antes do dia 20 de abril, ou seja, em no máximo trinta dias. Mesmo que o Senado vote pela saída de Rousseff, ela ainda poderá recorrer ao Supremo Tribunal Federal, que é o último a opinar nesse caso.  #Dilma Rousseff