O Juiz Marciel Maia Montalvão mandou realizar a prisão, através de um mandado, do executivo Diego Dzodan, que é vice-presidente do Facebook para América Latina, por não colaborar com informações do #WhatsApp, sobre dados que ajudariam a Polícia Federal nas investigações sobre o tráfico de drogas na cidade de Lagarto, em Sergipe.

A prisão se deu nessa segunda-feira (1º), na cidade de São Paulo e foi realizada pela Polícia Federal. O WhatsApp é um aplicativo pertencente ao Facebook desde 2014.

O executivo foi encaminhado na manhã de hoje para a superintendência regional da PF, localizada na Lapa, São Paulo, já que a prisão de Dzodan se deu em caráter preventivo, no momento da prisão o mesmo se encontrava na sua residência, na capital paulista.

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Diego Dzodan prestou depoimento e depois foi conduzido ao Centro de Detenção Provisória de Pinheiros.

Ele foi informado pela Polícia Federal de Sergipe que as apurações sobre o tráfico de drogas em Lagarto já tinham começado há cerca de quatro meses, depois de uma apreensão de drogas na cidade. A partir daí foi solicitado ao WhatsApp que repassasse informações sobre como localizar e identificar os suspeitos do tráfico através de informações trocadas por eles, mas a companhia se negou a colaborar com a Polícia Federal.

O juiz chegou a estipular uma multa, que de início foi de R$ 50 mil por dia, passando a R$ 1 milhão por dia, montante esse, que segundo a PF, chegou a ser retido dos recursos da empresa americana. Montalvão depois de várias tentativas de negociação com a empresa e sem ter resultados, teve que prender o executivo.

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Reação do Facebook

O Facebook diz que está decepcionado com a dimensão excessiva e desconforme de ter um executivo acompanhado até uma delegacia por uma causa que envolve o WhatsApp, que segundo a empresa, "trabalha separadamente".

A decisão do juiz foi também considerada como excessiva pelo WhatsApp. Eles falaram que estão decepcionados por os órgãos de segurança tenham tomado essa atitude extrema, pois, segundo eles, cooperaram o máximo que puderam, mas não tinham como fornecer dados que eles não possuem e ainda falam: "Respeitamos muito o trabalho das autoridades, pois é muito importante, mas discordamos fortemente dessa decisão", comunicado dado pela companhia.

Desde 2014, a companhia vem criptografando as mensagens, o que chamamos de "end-to-end", e segundo eles, nem mesmo a própria empresa consegue acessar as comunicações.

  #Justiça