Grandes veículos de comunicação de todo o mundo estão se posicionando contra a presidente da república Dilma Rousseff. Depois do 'New York Times', que criticou a posição da líder política em nomear Luiz Inácio #Lula da Silva como Ministro da Casa Civil, chegou a vez da 'The Economist' fazer um editorial pedindo a renúncia de Rousseff. Para a publicação britânica, a renúncia precisa ser realizada o mais rápido possível. Assim como o jornal 'New York Times', a 'Economist' criticou a escolha de Lula para um Ministério e chamou a decisão da presidente de grosseira e uma tentativa equivocada de tentar barrar a continuidade das investigações e da própria justiça. 

A revista semanal diz ainda que o Brasil passa por sua maior recessão em 86 anos e que a crise econômica pela qual o país passa seria motivada por erros que aconteceram ainda no primeiro mandato de Dilma.

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A 'Economist' argumenta ainda que Rousseff não está apta para continuar no principal cargo político do país. A publicação diz que a troca no governo traria esperança e um novo começo.

Depois da indicação de Lula, a revista diz que mesmo que não fosse a intenção da presidente, ela acabou tentando impedir a evolução da justiça e das investigações da operação Lava Jato, comandadas pelo juiz federal Sérgio Moro. A lava Jato é o maior esquema de corrupção já investigado na história do país. O dinheiro foi desviado da maior estatal brasileira, a Petrobrás. Para o veículo de comunicação britânico, a presidente da república agiu pelos próprios interesses, ultrapassando até a legitimidade do estado de direito. 

O editorial mais uma vez lembrou que durante todo esse tempo defendeu que a justiça ou os próprios brasileiros tirassem Dilma do poder, mas que isso mudou a partir do momento em que Dilma decidiu agir destinando Lula para o Ministério.

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O 'New York Times' havia chamado tal posse de Lula como uma ação ridícula de Rousseff. Para a revista, um dos caminhos para pedir o #Impeachment de Dilma é dizer que ela prejudicou as investigações sobre a Petrobrás, outro é a renúncia e a terceira seria uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral solicitando novas eleições. A presidente já disse que "jamais" renunciará. #Dilma Rousseff