O acordo entre o #Governo federal e a mineradora Samarco será anunciado nesta quarta-feira (2), para que a empresa comece a ressarcir os prejuízos provocados após o rompimento da barragem de Mariana, em Minas Gerais, em novembro de 2015. Segundo a Folha de São Paulo, a mineradora terá de desembolsar R$ 4,4 bilhões até 2018, incluindo um aporte de R$ bilhões neste ano. A medida visa acelerar os trâmites para que os principais prejudicados não sofram tanto com o desastre.

Esta é somente uma parte do que foi combinado entre o governo e Samarco para que os danos sejam restaurados a médio e longo prazo, dado o tamanho da tragédia, a maior do gênero na história do Brasil.

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Até 2030, a mineradora deverá pagar aproximadamente R$ 18,8 bilhões para reconstruir a área - devastada principalmente pela lama - e investir em infraestrutura. O valor é um pouco inferior ao combinado anteriormente, já que especulava-se em um montante total R$ 20 bilhões de encargos para a empresa despender.

O estados de Minas Gerais, principal prejudicado pelo acidente ambiental, poderá desta forma ser recompensado de alguma maneira. O desastre não apenas desabrigou milhares de pessoas, como prejudicou direta ou indiretamente famílias em toda região. Com a lama e seus resíduos descendo por rios e afluentes, muitas cidades foram afetadas, comprometendo atividades econômicas e devastando o meio ambiente. Os detritos chegaram até o Espírito Santo, no dia 21 de novembro, 16 dias após o rompimento da barragem, e atingiram o mar.

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A densa mancha que se formou na costa passou a ser monitorada para que especialistas pudessem traçar uma estratégia para combater a poluição formada. 

Com o projeto estabelecido entre o governo e a Samarco - mineradora comandada pela Vale e a BHP - a possibilidade de restaurar as zonas afetadas é grande. Porém, apesar do otimismo, é necessário saber se a empresa cumprirá com todas as exigências propostas pelo governo federal. Para a Samarco, o acordo também é bastante oportuno, já que desde o rompimento da barragem não há atividades que possam ser executadas, com exceção aos trabalhos preventivos de manutenções contra uma possível piora da situação de Mariana e arredores. Dar suporte aos desabrigados e recuperar o meio ambiente e  é de suma importância nesta fase da operação. #Natureza #Crise no Brasil