A Igreja da Pampulha, localizada na cidade de Belo Horizonte em Minas Gerais, é considerada um dos símbolos da capital, chamada também Igreja de São Francisco Xavier. Este patrimônio histórico foi encontrado com o painel, feito por Cândido Portinari, pichado, na manhã de segunda-feira (21).

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) investigou esse ato de vandalismo, e chegou a um suspeito, um homem de 25 anos chamado Mário Augusto Faleiro Neto, que já havia tido outras atitudes como essa. O delegado Aloísio Fagundes intimou o rapaz para prestar depoimentos, e foi solto logo após.

O suspeito disse aos policiais que tinha como objetivo fazer um protesto contra o acidente em Mariana, porém, as autoridades não acreditaram nessa versão, pois não havia cunho ideológico e nem político.

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Mesmo após esse ato de vandalismo, o rapaz foi liberado, pois não foi considerado um motivo para prisão, porém, será analisado um possível pedido de detenção. Segundo a promotoria, os peritos estiveram no local e será feito um laudo.

Nessa quarta feira (30), foi encerrada a restauração da igreja que custou por volta de R$ 8 mil reais. O trabalho foi coordenado por Wagner Matias de Souza de 25 anos, que junto ao grupo organizado para essa atividade, limpou os azulejos pintados por Portinari na Igreja que foi projetada por Oscar Niemeyer. Wagner procurou encontrar uma técnica que não causasse danos à pintura.

Essa obra foi, primeiramente, pensada pelo prefeito da capital de Minas Gerais da época, Juscelino Kubitscheck, em 1943. Tudo foi projetado. O estilo moderno foi pensado por Oscar Niemeyer, a paisagem por Roberto Bule Marx, os painéis ficaram por conta de Cândido Portinari, e, por fim, as esculturas sob responsabilidade de Alfredo Ceschiatti.

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A igreja saiu do papel em 1959, com sua inauguração como uma obra-prima do Conjunto Arquitetônico da Pampulha.

Além do painel da fachada da igreja feita por Portinari, o artista deixou mais 14 painéis no interior da igreja, que também abriga a Via-Sacra. A igreja é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico de Minas Gerais (IEPHA/MG) e pela Gerência do Patrimônio Municipal. #Arte