De acordo com informações do UOL em reportagem publicada nesta quinta-feira, 24, o Planalto está oferecendo cargos em troca de apoio político. Essa é uma das únicas cartadas que a presidente da república, Dilma Rousseff, está usando para se manter no poder e evitar o impeachment. Com um discurso de que governa para todos, mas que o Brasil melhorou, Dilma, no entanto, não terá muito como argumentar em relação a Pnad divulgada neste mesmo dia. A pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios mostra que, pela primeira vez, desde 1992, nunca a desigualdade social e a renda pioraram ao mesmo tempo, nem mesmo quando o mundo passou por uma das suas mais graves crises econômicas, entre 2002 e 2003. 

Há quatorze anos seguidos, a desigualdade estava diminuindo no Brasil.

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Era essa a maior bandeira do Partido dos Trabalhadores, o PT. Não é a primeira crise que o país passa. Entre 1999 e 2003, o governo já havia enfrentado problemas econômicos e políticos, mas nada parecido como agora. Naqueles anos, a renda dos brasileiros chegou a cair, mas a desigualdade continuou mantendo um recuo, diferente do que acontece agora. 

Já em outros anos, a desigualdade chegou a aumentar, mas nesse momento se viu a renda dos brasileiros aumentarem. Isso é um dos fenômenos capitalistas. A partir do último trimestre do ano passado, época em que geralmente aumenta a renda dos brasileiros, por conta do décimo terceiro e das festas, o que aconteceu foi justamente o inverso. O desemprego, que agora já aumentou ainda mais e chega em 9,5%, a alta inflação e a falta de impostos pagos com todas essas quedas fez com que o governo ficasse em dívida com seus eleitores mais pobres, comprometendo o investimento nesses programas sociais. 

A expectativa, de acordo com especialistas é que esse fenômeno só piore.

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Esse já era um fenômeno esperado, mas que conseguiu ser contido até o último momento. Existe agora a ideia de que mais esses dados ruins sejam usados pela oposição na hora de pedir o #Impeachment de #Dilma Rousseff