Desespero e muita revolta, marcaram o velório e enterro de Mathues Ferreira Motta, 20 anos,  nesta terça-feira (8), no cemitério de Irajá, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Segundo o Jornal Extra, a polícia investiga se Matheus foi confundido com outra pessoa e assassinado por engano, no Complexo do Chapadão, uma das regiões mais violentas do subúrbio carioca.

Desespero, revolta e muita comoção no enterro de Matheus

Como era de se esperar, o velório e o enterro do jovem Matheus foi marcado por muita comoção, desespero e revolta dos parentes e amigos do rapaz, que nunca teve passagem pela polícia.

A mãe de Matheus, a senhora Elizete Ferreira estava muito abalada e teve que ser amparada durante o sepultamento.

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Coube a mãe de Matheus, a dura tarefa de fazer o reconhecimento do corpo do filho que estava carbonizado. Ela o reconheceu pelo alargador que o jovem usava na orelha e pela bermuda que ele vestia no dia do #Crime.

Amigos de Matheus que trabalhava em um banco e era estudante,choravam copiosamente e se abraçavam na tentativa de consolar uns aos outros. Algumas pessoas vestiam camisas com a foto do rapaz, em uma última homenagem ao jovem amigo assassinado de maneira tão covarde e brutal.

Saibam mais sobre assassinato de Matheus

De acordo com as investigações da DH - Divisão de Homicídios, Matheus foi torturado e morto por traficantes do Complexo do Chapadão, ao ser confundido com um criminoso de uma facção rival do morro do Jorge Turco, que fica localizado em Rocha Miranda, Zona Norte do RJ onde o jovem morava.

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Uma testemunha que estava em um posto de gasolina na Estrada de Cambotá, próximo ao Chapadão, relatou que viu o momento em que os criminosos chegaram no local em um carro e três motos, fortemente armados com fuzis e pistolas. A testemunha afirma ainda que um dos bandidos, apontou para Matheus e disse que ele era "o alemão - Termo usado pelos traficantes, quando se referem a criminosos rivais" do Jorge Turco. 

Outra testemunha disse aos policiais, que os traficantes acharam que Matheus era policial, pois viram uma foto no celular do rapaz, em que ele estava usando um uniforme para participar de uma "batalha" de paintball. 

Sem ter como se defender, Matheus foi rendido e levado pelos criminosos, já um amigo que estava com o jovem foi liberado em seguida. O Corpo de Matheus foi encontrado carbonizado no porta malas de um carro em chamas, na Praça Seca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. A polícia segue investigando o caso. #Investigação Criminal #Casos de polícia