Nessa semana, o cerco em torno da presidente da república Dilma Rousseff começou a se fechar. Com isso, as opiniões sobre se vai ou não ter impeachment ficaram cada vez mais acaloradas. Um dos que se manifestou foi o apoiador do governo Guilherme Boulos, que lidera ainda o chamado MTST, Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, uma espécie de braço direito do Movimento dos Sem Terra. Em um discurso efusivo, Guilherme disse que não haverá um dia de paz no país, caso Dilma saia do poder, ou então o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja preso. Na semana retrasada, Rousseff tentou nomear #Lula como Ministro da Casa Civil, mas decisões judiciais a impedirem de colocar em prática seu plano. 

De acordo com o líder do MTST, a oposição pode tentar de tudo, mas se Dilma não se sustentar no poder, não haverá um clima de silêncio ou paz de cemitério.

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Guilherme diz ainda que os políticos contrários à Rousseff e Lula estariam iludidos, achando que as pessoas não iriam às ruas para manter a presidente no poder. Nas últimas semanas, vimos manifestações contra e a favor da líder política do país. Cerca de 7 (sete) milhões de pessoas foram na última grande manifestação a favor do impeachment . Mais de 1(um) milhão foram na manifestação contra o impedimento de Lula (dados segundo os organizadores).

Guilherme explicou como seria o clima de falta de país no Brasil, dizendo que haverá greves e diversas ocupações, além do que ele chamou de travamentos, o que atrapalharia, querendo ou não, a vida em sociedade. É bom dizer que de acordo com juristas e até Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o processo de impeachment é previsto na constituição brasileira e não é um golpe como Dilma chegou a dizer algumas vezes em entrevistas e pronunciamentos. 

Boulos disse ainda que novos protestos pretendem mobilizar as principais cidades brasileiras.

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Ele se disse muito preocupado com o que chamou de movimento contra a democracia e a favor do golpe. Apesar de defender a permanência de Dilma no poder, o líder de movimento social afirmou que a política adotada por Rousseff é indefensável. #Dilma Rousseff