O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva polemizou durante o seu discurso realizado nesta sexta-feira, 19, na Avenida Paulista, em São Paulo. Ele esteve presente durante o protesto realizado pela "democracia", contra o "golpe" e a favor da presidente da república #Dilma Rousseff. A manifestação foi organizada pelo próprio Partido dos Trabalhadores, o PT, pela Central Única dos Trabalhadores, a CUT, além de outras centrais sindicais. Em dado momento, #Lula criticou os brasileiros que são contra sua companheira política e que foram às ruas no último domingo, 13, pedindo o #Impeachment de Rousseff. 

Lula disse que a manifestação era orquestrada por quem não aceitou perder as eleições de 2014 e que os que protestam se dizem evoluídos e estudando, quando na verdade, segundo ele, não conseguem nem aceitar uma derrota.

Publicidade
Publicidade

O ex-presidente ainda disse que a oposição e as manifestações estão atrapalhando a governabilidade de Dilma Rousseff, dando a entender que toda a crise no país se deve por isso, e não o contrário. No entanto, nenhuma frase teve o seu sentido mais discutido do que uma que falava de sangue. 

"Eles vestem roupa amarela e verde para dizer que são mais brasileiros do que nós", começou ele a argumentar. "Corte uma veia deles para ver se o sangue deles é verde e amarelo. É vermelho igual ao nosso", disse Lula antes de ser ovacionado por Milhares de petistas. A frase, que teve o objetivo de fazer analogia com o fato de todos os brasileiros terem sangue da mesma cor, foi chamada de violenta e incitadora do ódio nas redes sociais.

"O povo já está completamente com ódio, seja de que corrente for, daí o cara manda cortar a veia para ver se o sangue é ou não vermelho.

Publicidade

Se isso não é pedir porrada, não sei mais o que é", disse um internauta que compartilhou um áudio com o  momento em que Lula diz a frase que deu o que falar. 

Nas últimas 24 horas, diversas personalidade do PT e o próprio partido publicaram fotos que seriam das manifestações desta sexta, mas algumas delas, na verdade, não eram do protesto, mas até de outros países.