De acordo com diversas fontes, a presidente da república Dilma Rousseff decidiu no fim da manhã desta quarta-feira, 16, que seu colega de partido, o ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva, será o novo Ministro da Casa Civil. Ele vai entrar no lugar de Jaques Wagner, que deve se tranferir para a chefia de gabinete. A informação ganhou no início da tarde grande espaço na Globo News e diversos parlamentares do PT confirmaram que Lula aceitou assumir o principal ministério do governo. O efeito imediato disso faz com que o político deixe de ser investigado pelo juiz do Tribunal de Justiça de Curitiba Sérgio Moro. Lula passa a ter foro privilegiado e só pode ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal, o STF. 

A expectativa do Partido dos Trabalhadores é que Lula seja capaz de acabar com o andamento do rito de #Impeachment de Dilma Rousseff.

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Ele é visto como o nome para o diálogo com a oposição, conseguindo possíveis negociações que podem ajudar o governo a se estabelecer de forma sólida. O anúncio (ainda não oficial) do cargo adquirido pelo ex-presidente foi feito apenas três dias depois das maiores manifestações já realizadas na história, quando, segundo os organizadores, mais de sete milhões de pessoas foram às ruas pedindo a saída de Dilma do poder e a prisão de Lula. Expectativas da polícia militar falam em três milhões de pessoas nas ruas. Gente que também se mostrou a favor das investigações da Lava Jato.

Assim que for confirmado Ministro, Lula deixa de ser investigado por Sérgio Moro. Com isso, o juiz da Lava Jato não poderá mais pedir a prisão preventiva do ex-presidente. Além disso, ele é obrigado a parar as investigações que giram em torno do líder do Partido dos Trabalhadores.

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Nas redes sociais, a escolha de Dilma para o Ministério da Casa Civil foi muito criticada. Alguns analistas veem a escolha como um momento de grande desespero de Dilma, que estaria dando as cartadas finais para evitar que realmente o impeachment aconteça. Existe também a possibilidade de Lula levar amigos e familiares para o Palácio do Planalto.