O governo da presidente da república #Dilma Rousseff está no olho do furacão, assim como a popularidade política de Luiz Inácio Lula da Silva. Os dois já declararam que um apoia o outro e que isso continuará até o fim. Na noite desta quinta-feira, 24, um áudio envolvendo o ex-presidente ganhou grande destaque na imprensa. A conversa de Lula é mais uma interceptada com autorização do juiz federal Sérgio Moro, que investiga a Lava Jato, maior esquema de corrupção já apurado no Brasil e que envolve a Petrobrás, maior estatal brasileira.

De acordo com um áudio publicado pelo jornal 'O Estado de São Paulo', #Lula compara-se a Vo Nguyen Giap, general que comandou um exército formado pela própria população do Vietnã.

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O caso é muito usado durante crises, já que o exército conseguiu ser superior a diversas grandes potências, vencendo até os norte-americanos. No áudio interceptado, o ex-presidente diz que haverá guerra a quem estiver tentando investigá-lo. Há suspeitas que ele tenha recebido favores de empresas investigadas na Lava Jato para influenciar que empreiteiras ganhassem acordos milionários com o governo. 

“É o seguinte meu filho eu tô com a seguinte tese: é guerra, é guerra e quem tiver artilharia mais forte ganha”, disse o apoiador político de Dilma em um flagrante de áudio gravado pela Polícia Federal. Do outro lado do telefone, estava Lindberghi Farias, do PT carioca. O hoje Senador foi o mesmo que na década de 90 foi às ruas no movimento conhecido como "caras pintadas", que pediu o #Impeachment de Fernando Collor de Mello.

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Naquela época, o movimento de impedimento de Collor foi apoiado por Lula, que não considerava tal ação golpe. O mesmo ex-presidente chegou a manifestar discursos contra Fernando Henrique Cardoso em outro movimento político, conhecido como "Fora FHC". 

O aliado político de Lula diz ao telefone que todos estão juntos com o ex-presidente nessa guerra e desabafa: "não temos nada a perder". O áudio ganhou destaque horas depois da revista Veja publicar que Lula estaria planejando "fugir" do Brasil e pedir asilo político à Itália, país onde sua família teria dupla cidadania.