A atual epidemia do Zika Vírus está obrigando as autoridades brasileiras a tomarem medidas mais drásticas para combater todos os focos de larvas do mosquito Aedes aegypti. Em alguns estados, homens do exército e polícias já apoiam os agentes de saúde em sua luta diária para convencer todos os moradores a permitir sua entrada para aplicar larvicidas e identificar possíveis focos e criadouros do transmissor do Zika. Porém, algumas pessoas ainda resistem em permitir a entrada dos agentes ou quando permitem e é identificado algum foco de água parada, não resolvem o problema, mesmo sendo notificados. Foi o que aconteceu com duas moradoras do estado de Mato Grosso, que tiveram a prisão preventiva decretada no município de Aripuanã, que fica a 900 km de Cuiabá.

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Elas foram acusadas de contribuir para a disseminação da epidemia de dengue e também por desacato a funcionários públicos que estavam combatendo o mosquito.

Foram encontrados vários focos do mosquito em suas residências, porém, segundo o MPE, as moradoras não tomaram nenhuma atitude para resolver a situação, apesar de o município já estar em situação de emergência devido à grande quantidade de mosquitos.

Mãe e filha já haviam sido notificadas em outra ocasião, em uma fiscalização realizada no dia 8 de outubro de 2015. Nesta época, vários focos do mosquito Aedes aegypti haviam sido encontrados. Após serem multadas e notificadas, mãe e filha desacataram os agentes com diversos xingamentos. Elas foram intimadas a comparecer à promotoria de justiça e prometeram acabar com os focos do mosquito em suas respectivas residências.

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Porém, nessa nova fiscalização, foi verificado que nenhuma providência foi tomada para acabar com os focos de larvas dos mosquitos e a infestação continuava da mesma forma em ambas as residências.

De acordo com o promotor de justiça da cidade de Aripuanã, Mateus Pavão de Oliveira, a prisão das duas “visa garantir a ordem pública”. Nos crimes relacionados à saúde pública, a pena pode ser superior a quatro anos de prisão. #Doença #Zika Vírus