Uma das figuras mais caricatas da televisão também se envolve com política. Marquito conseguiu nas últimas eleições se eleger vereador pelo município de São Paulo, mas agora é alvo de uma ampla investigação do Ministério Público Estadual, MPE. Marco Antônio Ricciardelli é apurado após ser acusado de pegar uma parte dos salários dos próprios funcionários de seu gabinete. Ele estaria obrigando quem trabalha para ele a devolver um pouquinho do que que ganhou. Além do próprio Marquito, o seu assessor, Edson Roberto Pressi, também é investigado por participar do mesmo esquema. 

Além de vereador, Marquito é uma espécie de palhaço no 'Programa do Ratinho', do SBT.

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Ele ainda é sobrinho do apresentador Raul Gil, que trabalha na mesma emissora. De acordo com informações de uma reportagem do UOL publicada nesta segunda-feira, 28, Marquito e seus funcionários de gabinete serão intimados a depor. Ele foi procurado pelo portal de notícias, mas preferiu não responder aos pedidos da reportagem. 

A informação foi um furo de reportagem do 'Estadão', que conseguiu ter acesso à apuração feita pelo Ministério Publico do Estado de São Paulo. Já na semana passada, duas pessoas que trabalharam para o vereador deram depoimentos para a entidade. Elas esclareceram alguns fatos com o promotor de Justiça Cassio Conserino. Um desses ex-funcionários confirmou que foi contratado para receber R$ 8 mil, mas já no primeiro pagamento foi obrigado a devolver metade dos valores recebidos para Marquito e seu gabinete.

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A ordem teria partido do assessor do vereador. Caso não aceitassem participar do esquema, os funcionários eram desligados e ficavam sem emprego. 

O funcionário ainda tentou argumentar que estavam reduzindo muito o seu salário. No fim do mês, ele acabou recebendo apenas R$ 2,5 mil. O movimento ficou conhecido internamente por "dízimo". Um vídeo comprovaria como funcionava o esquema. Nas imagens, o assessor de Marquito explica como um dos funcionários teria que devolver o que ganhava todos os meses. 

Já outro funcionário foi contratado para receber R$ 2,5 mil. No entanto, a cada mês ele recebia valores diferentes em sua conta, sempre para mais. O valor excedente era sacado e devolvido para o gabinete do vereador.  #Crime #É Manchete! #Investigação Criminal