Neste sábado, 26, nove pessoas ficaram muito felizes com a decisão do juiz federal Sérgio Moro. O homem que chefia as investigações da Operação Lava Jato decidiu que não estenderia o prazo da prisão preventiva de nove pessoas investigadas. Ele mesmo mandou prender os hoje libertos por cinco dias como ato preventivo. Eles foram parar na cadeia na fase 'Xepa' da 'Lava Jato', que registrava a vigésima sexta etapa na maior operação da Polícia Federal na história brasileira. Apesar de voltarem a viver com a sociedade, os nove então presos estão proibidos de realizarem viagens internacionais. 

Nessa fase, uma das maiores empreiteiras do país, a Odebrecht, virou o alvo principal de Sérgio Moro.

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A empreiteira virou alvo de buscas e apreensões por conda de provas obtidas em três fases anteriores da mesma investigação, conhecida como 'Operação Acarajé'. De acordo com a polícia federal, funcionários da construtora seriam responsáveis por uma contabilidade paralela. Dados obtidos mostram que pelo mesmo vinte pessoas teriam recebido mais de 66 milhões de reais da empreiteira presidida por Marcelo Odebrecht. 

Carlos Fernando dos Santos Lima, procurador do Ministério Público Federal, disse na ocasião que estava claro que a Odebrecht tinha um sistema hierárquico de pagamento de propina. Dessa forma, o dinheiro era pago no Brasil, mas usava uma ferramenta de compensação financeira através de contas no exterior. 

As últimas semanas tem sido muito tensas na política brasileira e as próximas também podem entrar para a história.

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Isso porque a presidente da república #Dilma Rousseff pode a qualquer momento sofrer a votação do #Impeachment pela Câmara dos deputados. Apesar de ainda ter seis sessões para se defender, a líder do governo pode já na semana que vem promover sua defesa. Se mais de dois terços da Câmara dos Deputados votarem pela saída de Dilma, o processo seque para o Senado, que é quem define se Rousseff vai mesmo deixar a presidência. Mesmo depois do resultado, Dilma pode pedir um recurso no Supremo Tribunal Federal, o STF.  #Lula