A realidade sempre é capaz de superar as mais absurdas histórias de ficção e até as piadas. Na tarde deste domingo, 13, dia em que São Paulo registrou o seu maior protesto de toda a história (superando até as Diretas Já de 1984), a página do deputado federal Jean Wyllys do Psol do Rio de Janeiro foi hackeada. Sitiada no Facebook, a página foi invadida e diversas fotos, como a do perfil e a de capa foram trocadas por de outro político, Jair Bolsonaro. Jair é conhecido por tecer comentários considerados homofóbicos. Ele e Jean são uma espécie de rivais na política.

A capa da página também teve a foto de Jean retirada. Em seu lugar, uma imagem pedindo a saída da presidente Dilma Rousseff do poder foi retirada.

Publicidade
Publicidade

"Fora Dilma", dizia a mensagem. Não demorou muito, é claro, para que os seguidores da fanpage notassem que não era Wyllys ou sua equipe quem estavam administrando a página. Eles então começaram a postar comentários e mensagens alertando o deputado federal, conhecido por lutar pela causa dos homossexuais. 

Pouco mais de uma hora da página ser hackeada, o deputado federal Jean conseguiu recuperar sua conta na rede social. Após a recuperação, a equipe do parlamentar postou uma nota mostrando o quanto ficou indignada com o ato, para muitos criminoso. 

A nota chamou os hackers de criminosos fascistas que seriam ligados a Jair Bolsonaro. O opositor de Jean foi chamado de viúva da ditadura no militar, que durante décadas governou o país. Em seguida, a assessoria de Wyllys explicou o que aconteceu.

Publicidade

A nota diz que além da foto do perfil, foram postadas mensagens que só tinham o objetivo de ofender. A ofensiva foi chamada de tosca. 

A equipe do deputado federal disse que o Facebook foi avisado e que rapidamente a conta dele foi recuperada e o controle retomado. Além disso, a polícia federal deve investigar o caso, pois foi acionada. O deputado pede que esses criminosos sejam descobertos e respondam criminalmente na justiça pelos atos que cometeram. Bolsonaro ainda não se pronunciou sobre o caso.  #Crime