Diego Dzodan, vice-presidente do Facebook para a América Latina, foi preso pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira, dia 1º de março. O argentino foi detido ainda em seu escritório, em São Paulo, no bairro Itaim Bibi. Ele chegou a prestar declarações na Superintendência da PF e logo em seguida foi transferido para o Centro de Detenção Prisional.

A Polícia Federal divulgou uma nota esclarecendo que o motivo da prisão preventiva é por causa do descumprimento de ordens judiciais para que importantes informações contidas no Facebook fossem liberadas para que assim a PF tivesse provas na investigação que vem sendo feita sobre o crime organizado e o tráfico de drogas.

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Marcel Maia Montalvão, juiz criminal da Comarca de Lagarto, Sergipe, foi quem expediu o pedido de prisão.

O Facebook já havia recebido a solicitação dos endereços físicos do local onde os traficantes estavam postando as mensagens, tanto pelo Facebook como também pelo WhatsApp que pertence ao Facebook.

A chefe de comunicação da Polícia Federal de Sergipe, Mônica Horta, informou que por 3 vezes o executivo foi procurado pela Justiça para prestar os devidos esclarecimentos, porém, nenhuma informação foi fornecida.

Como a empresa não atendeu aos pedidos, foi estipulada uma multa diária no valor de R$ 50 mil e que também não foi cumprida por um período superior a 30 dias e por isto a multa aumentou para R$ 1 milhão ao dia.

Para Mônica, o Facebook não pode de forma alguma deixar de fornecer as informações solicitadas pela Justiça, nem mesmo alegando que assim estaria descumprindo sua política de privacidade, pois toda empresa deve cumprir uma ordem judicial.

O juiz preferiu não comentar a prisão do executivo justificando que o caso está tramitando em segredo de justiça e por isto não iria falar nada a respeito, apenas divulgou uma nota informando que é um processo de tráfico de drogas e que foi solicitada a quebra do sigilo de mensagens via WhatsApp e Facebook.

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Vale lembrar que em dezembro do ano passado os serviços do WhatsApp ficou suspenso por 12 horas, mais uma vez por não respeitar a legislação brasileira. #Internet #Casos de polícia