Se depender do apoio do Paraguai, a presidente da república Dilma Rousseff terá que realmente lutar sozinha contra o #Impeachment. De acordo com informações do 'La Nación' em reportagem publicada nesta quinta-feira, 24, Oscar Cabello Sarubbi, Ministro Nacional Adjunto dos Negócios Estrangeiros, está responsável por dizer se o país que faz fronteira com o Brasil irá ou não apoiar a petista no que ela chama de golpe político.

O Ministro, segundo o 'La Nación', anunciou a decisão do presidente Horácio Cartes, que não vai assinar a declaração formulada pelos países que foram o Mercado Comum do Sul, o Mercosul. O documento diz que os países da América Latina apoiam que Dilma continue no poder, pois ela foi eleita de forma legítima e que não haveria nenhum crime comprovado cometido por ela.

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Além da Mercosul, o documento deve ter o apoio da Unasul, a União das Nações Sul- Americanas.

Dentre os motivos para a não assinatura de participação no apoio de Dilma está o fato de que para o Paraguai o Brasil precisa resolver os próprios problemas políticos sozinhos e que não vai ter qualquer posição que venha a intervir na política nacional brasileira. De acordo com o Ministro Oscar Cabello Sarubbi, o Paraguai respeita a soberania não só do Brasil, mas de todos os países que formam o Mercosul e que não cabe ao país julgar se as declarações dadas por Rousseff, que disse que um golpe político não precisa ser dado com metralhadoras, criticando o fato da oposição querer sua cabeça o mais rápido possível. 

Além do Paraguai e do Brasil, o Mercosul tem o Uruguai, a Argentina e a Venezuela.

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O Unasul tem mais países participantes. Integram a entidade o Suriname, o Peru, a Guiana, a Bolívia, o Equador e a Colômbia. As entidades formadas por esses países pediu declarações de apoio contra o que chama de confrontos brasileiros. 

A presidente #Dilma Rousseff também passou o dia dando entrevistas para veículos internacionais e voltou a dizer que está vindo um golpe a vista e que não há qualquer crime que ela tenha cometido.