Reunião em Brasília da cúpula do PMDB selou o destino do partido dentro do governo #Dilma Rousseff. A reunião foi transmitida ao vivo pela TV Câmara, onde acompanhamos em tempo real a decisão formalizada pela maioria, que por vontade do vice Michel Temer deveria acontecer por aclamação, uma forma de não mostrar se há divisões no partido.

A transmissão do ato foi decisão do presidente da Casa, deputado Eduardo Cunha, sob a justificativa de que a reunião seria realizada em uma das salas destinadas as comissões e que é de praxe veicular eventos feitos nas instalações daquela Casa. A decisão de dar publicidade ao ato desta terça feira (29) foi tomada no dia anterior, quando ficou decidido previamente que o partido romperia com o governo.

Publicidade
Publicidade

Por hora se tem notícia de que o Presidente Nacional do Partido e também vide presidente do pais não participa desta reunião, a fim de não influenciar na decisão.

O diretório nacional do PMDB confirma a posição de Michel Temer

O desembarque do governo, fato já esperado pela presidente Dilma Rousseff, que mesmo diante da ameaça de ruptura com o principal partido da base aliada tem afirmado na ultima semana que seria sua vontade a permanência do PMDB no governo, mas que respeitará a decisão.

A posição tomada na reunião sela o fim da aliança do PMDB com o governo Dilma, após decisão por aclamação, conforme desejado pelo Vice presidente Michel Temer.

A reunião foi rápida e não abriu espaço para discursos, para evitar embates e possíveis divergências nos pronunciamentos, o rito por aclamação é feito de maneira simples, onde se faz por intermédio de um dos participantes em voz alta a pergunta fatídica e se aguarda a aclamação, sendo essa aprovada.

Publicidade

O Senador Romero Juca deu andamento ao trabalho de abertura e rapidamente, após cumprimentar os presentes e anunciar quorum, colocou a moção em votação por aclamação, oficializando.

O rompimento do PMDB com o governo

"A moção está aprovada, a partir de hoje, nessa reunião histórica para o PMDB. O PMDB se retira da base do governo da presidenta Dilma Rousseff, e ninguém. ninguém no país esta autorizado a exercer qualquer cargo federal em nome do PMDB. A decisão está tomada,[...] encerro esta reunião dizendo Viva o Brasil", declarou Romero Jucá.

Ontem, depois de deixar claro em uma conversa com o ex-presidente Lula, articulador político informal do governo, que o PMDB avançaria na decisão de "desembarcar do governo", o Ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, no partido a 46 anos, se adiantou na fila, entregando seu pedido de demissão. Em carta ele oficializa seu desejo de deixar o ministério e, fazendo uma citação a Temer e ao PMDB: "[...] o momento nacional coloca agora o PMDB diante do desafio de escolher seu caminho" citando o vice-presidente como um companheiro de muitas lutas.

Publicidade

Em sua carta o ministro enfatiza o caráter de coerência ideológica de seu pedido e cita que "luta por um Brasil melhor", fazendo supor que Dilma por prezar a lealdade partidária entenderá o motivo da demissão.