Uma forte chuva atingiu a cidade de Santa Helena do Goiás, cidade com cerca de 36.760 habitantes, situada a sudoeste do estado, a 200 km de Goiânia. Nesta quarta-feira(2), duas represas situadas na zuna rural do município acabaram se rompendo com a tempestade. A água forte destruiu fazendas vizinhas e causou morte de cerca de 7 toneladas de peixes que estavam em tanques que foram tomados pela lama. Os responsáveis pelas represas não foram identificados.

Uma das fazendas atingidas é a do senhor Genir Soares, que tinha em sua fazenda um 'pesque e pague'. Conta ele que pela manha, ao chegar na sua propriedade, deparou com a cena lamentável de seus tanques cheios de peixes tomados pela lama.

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Das quatro toneladas de peixes, Genir conseguiu salvar apenas 60 kg.

Outra fazenda também tinha 'pesque-pague', e nela o prejuízo foi de cerca de três mil kg, o proprietário da fazenda, o senhor  Genemar Soares, irmão de Genir, lamenta as perdas e quer o ressarcimento dos prejuízos causados pela lama.

O Corpo de Bombeiros Militar fez um relatório com os danos ambientais e com os prejuízos causados, sendo enviado para a Defesa Civil e ao ministério Público de Goiás e também para a prefeitura de Santa Helena do Goiás.

Os responsáveis ainda não foram identificados e a prefeitura de Santa Helena do Goiás ainda não sabe informar se eles tinham a licença ambiental para a construção das represas.

A Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (DEMA), iniciou uma investigação após o acidente envolvendo outra represa na GO-070, essa investigação apontou que de todas as barragem em Goiás, 90% são clandestinas.

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Mas ainda não se sabe ao certo quantas represas existem ao longo do estado de Goiás.

A policia alerta que é grande o risco de acidentes com as represas, pois grande parte das represas clandestinas ficam muito próximas umas das outras e, com o eventual rompimento, podem ocorrer erosões e rompimentos em série.

A licença para construções de represas de até 20 hectares pode ser dada pelo município, deste q tenha devida estrutura e a autorização do Conselho Nacional do Meio Ambiente, que não é o caso da cidade de Santa Helena do Goiás. #Investigação Criminal #Casos de polícia #Chuvas Torrenciais